Política

Aplicações de Fundo podem ter comitê


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Malavolta Jr.
Sandro Bussola tem manifestado inúmeras vezes sua preocupação com a gestão dos recursos

O saldo milionário das aplicações financeiras do Fundo de Tratamento de Esgoto em Bauru não pode ficar nas mãos de apenas uma pessoa, como é hoje. É o que defende o presidente da Câmara Municipal de Bauru, o vereador Sandro Bussola (PDT). Depois da repercussão com a destinação de R$ 1 milhão do fundo para conta poupança, no ano passado, ele voltou à carga, nessa segunda-feira (25), para encaminhar junto ao prefeito Clodoaldo Gazzetta a criação, através de lei, de Comitê Gestor de aplicação financeira para definição e acompanhamento dos investimentos, hoje com saldo de R$ 163 milhões em conta específica do Departamento de Água e Esgoto (DAE).

"Acho que a cidade, o governo e o Poder Legislativo devem começar a discutir a aplicação financeira dos recursos de forma permanente. E o caminho é criar Comitê de Análise de Investimentos para acompanhar como estão sendo aplicados no mercado os milhões do nosso fundo de tratamento de esgoto. São mais de R$ 163 milhões em caixa. Não pode um valor desse tamanho ficar sob a responsabilidade de apenas uma pessoa", aponta.

O vereador salienta que a criação do grupo gestor deve se espelhar na experiência da Fundação de Previdência (Funprev). O grupo acompanha, discute a política de investimentos e aponta cenário para a carteira de investimentos relativos a mais de R$ 500 milhões. "É evidente que é um montante que não pode ficar sob uma pessoa só. E criar o Conselho Gestor é segurança para todos, para a diretoria financeira do DAE, para o presidente, para o Executivo e para a população. A Funprev já tem essa ferramenta e os resultados têm sido positivos nos últimos exercícios recentes", lembra.

Entre os vereadores, a proposta foi bem recebida. Os colegas da Comissão de Fiscalização salientam que o tema já está em debate em razão do procedimento que apura se houve prejuízo na aplicação de R$ 1 milhão em poupança, realizada pelo DAE no governo passado. "Estou requerendo à Comissão de Fiscalização que solicite parecer financeiro à consultoria da Casa. Precisamos de uma planilha que aponte, objetivamente, qual seria o valor em rendimentos da aplicação realizada na poupança, de R$ 1 milhão, no período em análise. Com isso vamos saber se houve perdas ou não com a opção pela poupança ao invés de outros investimentos do mesmo período", salienta.

PRAZO DE ANÁLISE

Outra medida encaminhada pela presidência da Câmara foi quanto ao prazo de remessa dos balancetes da prestação de contas do fundo de esgoto. "Na semana passada recebemos notícias de novos apontamentos e questionamentos do Conselho Fiscalizador a respeito do uso de recursos e na prestação de contas. O DAE está cuidando de responder relativo ao mês de maio de 2017. O problema é que essa Casa só vai receber oficialmente a análise das contas no final do ano, ou no início de 2018. Defendo a mudança na legislação para que a prestação de contas seja mensal e não quadrimestral. O relatório consolidado o DAE continua fazendo por quadrimestre, mas a remessa tem de ser mensal", argumenta.     

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