Tribuna do Leitor

Igualdades desiguais

Maria das Graças Martins, estudante
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Chega e se espantar com o tom da voz. Fica parado e admira a cena. As mãos recepcionam desconfortável suor.

As pernas, trêmulas, sinalizam desgaste circunstancial. A têmpora recepciona invasiva sudorese. É chegada inóspita hora do desrespeito.

Assim, ela age. Observa e tenta entender. Abre a mente e percorre caminhos contrários do que se vê, de onde existia possíveis compreensões.

O que levaria alguém a agir dessa forma? Igualdades socialmente desiguais, numa gramática narcísica de (pro)nomes possessivos. O outro é sempre o superlativo. O outro é a hipérbole indireta.

É a personificação do máximo.

 

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