Tribuna do Leitor

A meteorologia e o carvoeiro

Guilherme Garmes Filho
| Tempo de leitura: 1 min

Depois de muitos dias sofrendo com calor e ausência de chuva, finalmente o que o Serviço de Meteorologia local previu, uns cinco dias antes, a temperatura baixou e choveu em Bauru. Parabéns e nota dez para os meteorologistas.

Tal previsão não era possível há muitos anos. Lembro-me, então, de quando eu estudei no Colégio Guedes de Azevedo, onde formei-me de bacharel, isto em 1956, sendo que o curso durava 4 anos.

Acho que no terceiro ano entravam várias línguas, entre elas a francesa. Nesta, tinha uma lição em um livro que dizia sobre o rei da França, sendo que este, bem de madrugada, saiu para caçar animais.

Na saída de Paris, ele parou e perguntou a um carvoeiro: "Vai chover hoje? O carvoeiro pensou e respondeu: sim".

O rei deu um sorriso e seguiu até o local da caça. Como não parava de chover, retornou sem nenhuma caça.

Diante disto, ele pediu que localizassem o carvoeiro, pois ele queria revê-lo. Feito isto, o rei disse: "O astrônomo, pessoa com cultura, afirmou que não choveria e ele, o carvoeiro, acertou, afirmando que choveria. Pergunte como ele sabia!".

O carvoeiro disse ao rei que não era ele quem sabia e sim o burro, pois quando o burro relinchava, vinha chuva. Diante de tal afirmação, o rei determinou: "Mande o astrônomo embora e ponha no lugar dele o burro". Ainda bem que hoje em dia não precisamos do burro do rei.

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