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O horário de verão deste ano começa à 0h deste domingo (15), (ou meia-noite deste sábado-dia 14) quando os relógios deverão ser adiantados em uma hora. A mudança é adotada em 10 Estados e no Distrito Federal e vigora até a meia-noite de 17 de fevereiro de 2018.
O ajuste dos relógios vale para a população dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.
Com o horário de verão aplicado ao "horário de Brasília", o leste do Amazonas e os Estados de Roraima e Rondônia ficam com duas horas a menos em relação ao horário de Brasília; Acre e oeste do Amazonas ficam com três horas a menos.
Criado com a finalidade de economizar energia durante os meses mais quentes do ano, quando os dias também são mais longos, a medida foi adotada no Brasil pela primeira vez em 1931.
De Norte a Sul, casos de amor e ódio
Enquanto parte do Brasil ajusta os ponteiros para o horário de verão, e parte também discute se há ou não eficácia na medida, num caso raríssimo de amor e ódio, Edemira Colodetti, de 70 anos, nem esquenta a cabeça. É que na casa da aposentada as horas não andam para frente ou para trás só por causa de uma decisão do governo brasileiro. "O horário de verão é inventado pelo homem. Eu sigo o horário de Deus, da natureza."
Desde que o horário de verão passou a ser adotado anualmente, em 1985, Edemira se rebelou contra a convenção e, na casa onde mora com o marido Jandyr Bellon, de 77 anos, de janeiro a janeiro os relógios seguem o tique-taque normal. Assim, viverão, a partir de amanhã com fuso de uma hora em relação a metade do Brasil, incluindo os vizinhos da pequena localidade de Aracê, de pouco mais de 7 mil habitantes, que pertence ao município de Domingos Martins, no sul do Espírito Santo.
A verdade é que, mesmo se ajustassem os ponteiros, Edemira e Jandyr ainda assim viveriam em outro tempo, que, de tão raro, os moradores das capitais têm até dificuldade de imaginar. Aposentado, Jandyr acorda às 3 e meia e até as 10 horas já está almoçando. Janta às 4 e meia da tarde e dorme com as galinhas.
Para Edemira, até os animais ficam confusos com as modernidades. "Antes, o galo só cantava às 2 horas da manhã. Agora, canta a qualquer hora, porque é tanta lâmpada acesa", reclama ela, que, apesar de gostar da vida simples na roça, já se rendeu ao WhatsApp e estica o dia para dormir só depois das 9 da noite.
A medida por pouco não entrou em vigor este ano e há um estudo para 2018 em que se discutirá a eficácia da lei. Para muitos independente da questão econômica é ótimo por alongar os dias e permitir mais atividade física ao ar-livre, por exemplo. Para outros, o ganho não compensa mexer com o relógio biológico.
