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Caminhada apresenta os 'dez passitos' para prevenir o AVC


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Renan Casal
Xô, sedentarismo: os participantes se exercitaram antes da caminhada

No Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), data celebrada ontem, o Departamento Regional de Saúde de Bauru (DRS-6), a Secretaria Municipal de Saúde e o Hospital de Base (HB) realizaram uma caminhada pela avenida Getúlio Vargas, cuja trilha sonora foi uma paródia do sucesso "Despacito".

Segundo a neurovascular Márcia Alves Moura Polin, os "dez passitos" para prevenir o AVC são: controlar a pressão alta, fazer exercícios físicos, manter uma dieta saudável, reduzir o colesterol, manter o peso adequado, parar de fumar, reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas, tratar a fibrilação atrial, controlar o diabetes e melhorar o acesso à saúde e educação através de políticas governamentais.

Todas essas dicas foram passadas pela paródia, com a voz da neurologista Ana Cláudia de Souza, que faz parte do comitê organizador da campanha no Brasil. "Ela compôs a paródia e idealizou até uma coreografia. A gente precisa disso: de profissionais excelentes na medicina, mas que também desenvolvem iniciativas para envolver a população", acrescenta.

Ainda durante o evento, havia um quiosque com orientações sobre nutrição, atividades físicas, além de dicas de como prevenir, detectar sinais e agir diante de um quadro de derrame.

 ÊXITO

Há três dias, um adolescente de 15 anos recebeu o diagnóstico da doença, em Bauru, e foi submetido, em caráter excepcional, a tratamento com trombolítico, que é indicado para maiores de 18 anos, após consulta a especialistas e aos pais. Conforme o JC noticiou na edição de ontem, apesar do quadro de saúde do garoto ainda inspirar cuidados, ele já voltou a movimentar o lado direito do corpo, que ficou paralisado.

Outra reportagem do jornal, publicada no último dia 9, mostrou que, em menos de seis meses de implantação, o Código AVC implementado em Bauru conseguiu reduzir pela metade o tempo de internação dos pacientes vítimas de derrame, bem como as taxas de mortalidade após 24 horas sob cuidados médicos.

Na prática, o código é uma estratégia estabelecida pelo município e pelo Departamento Regional de Saúde (DRS-6), que passou para o Samu a regulação do acesso destes pacientes à unidade hospitalar de referência da cidade. A consequência é que, atualmente, os pacientes chegam bem rápido ao Hospital de Base. Antes, aguardavam quatro, seis dias no Pronto-Socorro ou nas UPAs até a liberação de leito de internação.

 

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