É com estranheza e preocupação que o Fisco Paulista tomou conhecimento da afirmação feita pelo deputado Cauê Macris de que "o Estado de São Paulo segue nos trilhos porque tem rigor fiscal", na entrevista 'Assembleia Legislativa deve estar presente no Interior'. Também chamou a atenção a grave confissão de improbidade administrativa feita pelo deputado, ao declarar que mantém o Poder Legislativo impedindo de agir.
Macris esquece de mencionar que só em relação às desonerações fiscais, neste ano de 2017, os valores concedidos pelo Estado são de R$ 15 bilhões, e que entre 2014 e 2016 foram de mais de R$ 42 bilhões sem qualquer contrapartida clara à população.
É inadmissível aceitar a ideia de "responsabilidade" do Estado vendida pelo deputado, enquanto os benefícios concedidos pelo governo paulista não contam com a transparência necessária (conforme o último relatório do TCE para aprovação das contas do Estado), com a aprovação de órgãos reguladores e nem mesmo de acompanhamento técnico.
Isenções fiscais de ICMS concedidas de maneira seletiva representam menos recursos destinados aos municípios para áreas prioritárias como saúde, educação e segurança. Torna-se urgente uma auditoria nos benefícios fiscais concedidos pelo Estado para apurar o real significado da palavra "responsabilidade".