Tribuna do Leitor

Nem aí para o Enem

Ivan Garcia Goffi
| Tempo de leitura: 1 min

Evidente que viés socialista e hipócrita continua vigorando, mesmo após a derrocada do PT e afastamento dos partidos de esquerda do governo federal. O que parece não ter saído da toca é a tacanha mania de querer controlar a mente do cidadão e impedir a livre manifestação do pensamento.

Embora uma decisão judicial tenha desautorizado o MEC, a simples ameaça de zerar notas de redação caso algum candidato trate de assuntos relacionados à eventual violação de direitos humanos é insipiente, inconsequente e irracional.

Desde quando seria papel do MEC discutir a ideologia do aluno? Desde quando é papel do MEC estabelecer julgamento de opiniões? Ora, a partir do momento que o órgão federal defende a "luta contra a intolerância", ao impedir a manifestação pessoal de ideias e conceitos está, ele próprio, sendo intolerante!

E, o que é pior: ameaçar dar nota zero para valorizar a ideologia, em detrimento de uma excepcional redação.

Noutras palavras, se a redação for gramaticalmente perfeita, com ideias concatenadas, mas subjetivamente o examinador não gostar da forma de abordagem, o candidato será penalizado.

Se o tema for "identidade de gêneros" e o candidato disser que é frontalmente contra - como este articulista -, nem mesmo terá sua redação corrigida? Ou também não poderá ser contra a reserva de cotas para negros? Dissertar contra a adoção por pessoas do mesmo sexo?

E se discorrer sobre prisão perpétua para latrocidas, terroristas e outros criminosos que tanto proliferam neste país?

Tem bizarrices que só acontecem em ditaduras, mas quando a conversão mental passa a ser política de Estado, a coisa é séria. Fiquemos atentos.

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