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| Delegada Priscila Bianchini instaurou inquérito e pretende ouvir as pessoas próximas ao casal |
Um homem de 38 anos foi preso em flagrante acusado de tentativa de feminicídio, na última quarta-feira (8) à noite, no Parque das Nações, em Bauru. O policial militar Daniel Giansante teria atirado na própria esposa com uma pistola .40 Taurus, pertencente à corporação. A vítima foi atingida com, pelo menos, três disparos e está internada em estado grave. O casal tem um filho ainda bebê.
Titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru, a delegada Priscila Bianchini Alferes relata que a vizinhança ouviu a briga, além dos tiros, e acionou a Polícia Militar (PM), que encontrou Juliana Giansante, de 35 anos, com vida.
Ainda segundo a delegada, a mulher foi atingida na região do tórax, bem como da subclavícula, e, nessa quinta-feira (9), passou por cirurgia no Hospital de Base de Bauru (HBB), porque uma das balas havia se alojado em sua coluna.
Tanto o policial quanto a arma de fogo foram encaminhados à Central de Polícia Judiciária (CPJ). Não se sabe a motivação da briga do casal, já que a esposa está inconsciente e o policial decidiu falar somente em juízo.
Agora, a delegada instaurou inquérito e pretende ouvir as pessoas próximas ao casal e, se possível, a própria vítima.
Em nota, a assessoria de comunicação da PM esclarece que Giansante pertence ao 27.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (27.º BPM-I), de Jaú. O policial estava de folga e armado dentro de sua residência, em Bauru.
Comandante da 1.ª Companhia da PM de Jaú, o capitão Sérgio Henrique Murad afirma que Giansante é soldado, função que desempenha há aproximadamente oito anos, sendo dois na companhia que Murad coordena.
Segundo o capitão, o soldado nunca apresentou qualquer falha de conduta e trabalhava tanto na parte administrativa quanto nas ruas.
Como é de praxe, a PM deve instaurar processo administrativo para avaliar a conduta dos policiais, fato que pode culminar, até mesmo, em sua expulsão.
Nessa quinta (9) à noite, a reportagem entrou em contato com o advogado de Giansante, Sidiney Nery de Santa Cruz. Ele afirmou que, como o soldado se reservou ao direito de falar somente em juízo, a defesa ainda não possui uma tese definida.
O policial passou por audiência de custódia e teve sua prisão em flagrante convertida para preventiva. Ele foi levado ao Presídio Militar Romão Gomes, na Capital Paulista.
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