| Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin/Reuters |
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| Presidentes Donald Trump e Vladimir Putin em foto oficial do encontro de dessa sexta-feira (10): sem conversa |
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma mensagem forte sobre o comércio em uma reunião com países da região Ásia-Pacífico no Vietnã ontem, dizendo que o seu país já não pode mais tolerar abusos comerciais crônicos e que vai insistir em políticas justas e igualitárias. Trump disse que os EUA estavam prontos para fazer um acordo bilateral com qualquer país da região Ásia-Pacífico, mas apenas com base em "respeito e benefício mútuos".
No entanto o destaque do dia ficou por conta de Xi-Jingping, o presidente chinês para quem "a globalização é uma tendência irreversível, mas o mundo precisa trabalhar para torná-la mais equilibrada e inclusive, disse Xi aos líderes reunidos na cidade turística vietnamita de Danang para a cúpula da Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec, na sigla em inglês).
Ele fez seus comentários momentos depois de Trump dizer à mesma plateia que os EUA não tolerarão abusos comerciais crônicos de parceiros.
"Quando os EUA entrarem em um relacionamento comercial com outros países ou outros povos, vamos esperar de agora em diante que nossos parceiros sigam fielmente as regras", disse Trump.
Trump chegou ao Vietnã depois de visitar a China, em sua quarta etapa de uma viagem de 12 dias pela Ásia. Corrigir a balança comercial entre a Ásia e os Estados Unidos está no centro das políticas de Trump que ele diz que vão proteger os trabalhadores dos EUA.
As nações da região Ásia-Pacífico devem "defender o multilateralismo", disse o presidente da China, Xi Jinping, nesta sexta-feira, contrapondo-se ao líder norte-americano, Donald Trump, que em uma mensagem a uma cúpula disse que seu país evitará acordos comerciais que sacrifiquem sua soberania.
XI é lider global
"Será que deveríamos conduzir a globalização econômica ou estremecer e hesitar diante do desafio? Deveríamos impulsionar conjuntamente a cooperação regional ou deveríamos seguir caminhos diferentes?", indagou Xi. "A abertura traz progresso, enquanto a autoexclusão nos deixa para trás".
Durante o ano passado Xi posicionou a China como uma defensora da globalização em discursos por todo o mundo, diferenciando-se de Trump, que vem apostando em sua agenda "A América Primeiro" e retirou seu país do acordo comercial Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês).
Os antecessores de Trump viam o pacto como uma maneira de os EUA, e não a China, redigirem as regras comerciais da Ásia.
Ele atacou a Organização Mundial do Comércio (OMC) e acordos comerciais multilaterais, e alguns analistas acreditam que uma ação mais dura da Casa Branca para combater os desequilíbrios do comércio bilateral com Pequim, exacerbados pelo modelo econômico de condução estatal, pode ser iminente.
Os 11 países que ainda integram o TPP estão buscando uma maneira de levar o acordo adiante nos bastidores da Apec.
Com Putin
O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se cumprimentaram na cúpula no Vietnã, e trocaram algumas palavras. Trump se aproximou de Putin durante uma sessão de fotos de líderes globais na cidade vietnamita de Danang, dando um amigável tapa em seu ombro e depois um aperto de mão afável. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse, segundo a agência de notícias Ria, que os dois líderes ainda não tiveram conversas formais, algo que Moscou tem tentado organizar por dias e não sabe se isso irá ocorrer.
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