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Interdesigners discute inovação e aproxima estudantes e empresas

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

As múltiplas possibilidades de atuação do designer e a necessidade de impulsionar a capacidade inovativa das empresas, promovendo uma aproximação entre empresários e empresas juniores, foram discutidas durante o 19º Interdesigners - Encontro de Design, promovido pela Unesp de Bauru nas dependências da Labirinthus (Jd. Marabá).

Estudantes de design tiveram apresentaram soluções inovadoras para empresários da cidade que enxergam na capacidade criativa dos alunos uma possibilidade de aperfeiçoar seu negócio e ampliar a sua área de atuação.

Isa Maria Tebaldi, proprietária de empresa bauruense que produz joias contemporâneas, participou com o objetivo de buscar modelo de construção conjunta com alunos de empresas juniores que contemple as necessidades do seu negócio.

"A gente consegue alinhar a vivência, a prática, a realidade do empresário, suas necessidades, demandas e aflições com o outro lado, de quem realmente está estudando e buscando a inovação, agregando ideias e valores que possam construir conosco", afirma.

Segundo Lucas Melara, organizador do Interdesigners, a partir da análise dos problemas e desafios apresentados pelos empresários, as empresas juniores desenvolverão projetos para eles hoje e amanhã junto com participantes do encontro.

O evento, que vai até sábado, tem apoio da Prefeitura de Bauru por meio das Secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedecon) e da Cultura, além de Sebrae, Federação das Empresas Juniores de São Paulo, Núcleo das Empresas Juniores da Unesp, Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens) e AIESEC em Bauru (entidade que promove intercâmbio para jovens).

Informações sobre o encontro: https://facebook.com/interdesigners

FEIRA MAKER

O evento também reuniu profissionais e amadores adeptos da fabricação pessoal e personalizada de produtos, a chamada cultura Maker, ou "faça você mesmo". O servidor público Ezequiel Pires expôs plantas utilizando vasos "diferentes", entre eles uma máquina de fax antiga.

"São mini-jardins em vasos ou jardins de fadas. Foi coleção que desenvolvi para comemorar os 50 anos da biblioteca da Unesp, completados neste mês. Eu montei no fax e nos mouses porque eu quis fazer um link com materiais que a gente já usou na biblioteca", revela.

O empresário Murilo Souza levou a tecnologia das impressoras 3D produzidas por uma fábrica de Bauru. "Você faz o desenho no computador ou download do seu modelo 3D na Internet e, dentro de um software, escolhe as configurações de qualidade, velocidade", explica.

"Partindo de um modelo virtual, você executa o comando para que a impressora 3D materialize essa peça. Muitas coisas que ficam apenas no campo da imaginação ou virtual passam a ocupar espaço no mundo real também. No design, a impressora 3D é o carro chefe da prototipagem".

ATUAÇÃO

A designer Julia Goya, uma das participantes do evento, conta que o mercado de trabalho do profissional da sua área é amplo.

"Ele pode atuar desde a área da saúde, na ambientação de um hospital, sinalização e até no próprio atendimento, focando na questão do usuário, em peças gráficas e editoração de livros, em mobiliário, em ergonomia", diz.

Segundo ela, uma das tendências do setor é focar o bem estar do usuário, o chamado design emocional.

"O design emocional seria como a gente reage aos objetos e como planejar esses objetos para que reajam positivamente conosco", explica. "Quando a profissão veio para o Brasil, estava mais focada em gerar produtos para uma inovação tecnológica e não uma inovação social, como é hoje".

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