| Fotos: Reprodução/Redes Sociais |
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| Paramotor conduzido pelo empresário de 45 anos caiu sobre um imóvel em construção na rua Santos Dumont |
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| Imerson Trevisi de Abreu tentou retornar ao local de partida quando avistou as pipas, mas não conseguiu |
| J.Serafim |
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| Polícia Civil apreendeu linha chilena com três adolescentes e um jovem que soltavam pipa próximo ao local do acidente |
A Polícia Civil investiga se uma linha chilena - com poder de corte quatro vezes maior do que o cerol - causou a queda de um paramotor na última quarta-feira (13), em uma construção em Lins (102 quilômetros de Bauru), causando a morte do condutor, o empresário Imerson Trevisi de Abreu, de 45 anos. Nessa quinta (14), policiais apreenderam linhas com material cortante com três adolescentes e um jovem que soltavam pipa próximo ao local do acidente. Eles prestaram depoimento e foram liberados.
O acidente ocorreu por volta das 19h50. De acordo com o registro policial, o empresário sobrevoava a região do Jardim Aeroporto de paramotor (adaptação do parapente) ao lado de um amigo, que conduzia outro equipamento. Esse amigo disse à polícia que os dois visualizaram algumas pipas durante o voo e, por segurança, decidiram retornar ao ponto de partida.
Nesse momento, o paramotor de Imerson acabou caindo em um imóvel em construção na rua Santos Dumont. Após o pouso, o amigo dele foi até o local do acidente e encontrou a vítima inconsciente. A Polícia Militar (PM) foi acionada e o empresário foi retirado da cadeira do equipamento pelo Corpo de Bombeiros e conduzido pela Unidade de Resgate (UR) à Santa Casa.
Segundo os bombeiros, ele sofreu politraumatismos (tíbia, fíbula e coluna) e parada cardiorrespiratória, e, apesar das tentativas de reanimação, não resistiu à gravidade das lesões. No ponto da queda, os peritos recolheram o equipamento utilizado pela vítima e constataram que havia presença de linha chilena em meio às cordas da vela, além de algumas cordas cortadas.
O paramotor e linhas cortantes foram encaminhados para perícia e o acidente foi comunicado à Associação Brasileira de Paramotor (ABPM). A ocorrência foi registrada como homicídio culposo (quando não há intenção de matar) em razão da existência de linha chilena no equipamento. O corpo de Imerson foi sepultado nessa quinta-feira (14), às 17h30, no Cemitério São João Batista.
ÁUDIO
Com base em um áudio que circulou por grupos de WhatsApp logo após a queda do paramotor, a Polícia Civil identificou três adolescentes - um de 13 anos e dois de 14 anos - e um jovem de 24 anos que soltavam pipa na última quarta-feira (13) próximo ao local do acidente. Nessa quinta-feira (14) de manhã, os quatro foram levados à Central de Polícia Judiciária (CPJ) para prestar depoimento.
De acordo com o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins, João Pandolfi, com eles, os policiais civis apreenderam pipas e latas com linha chilena. Todo o material também será periciado. "Nesse momento, não dá para a gente apontar uma autoria, nada nesse sentido", diz. "Vamos continuar buscando outros elementos para tentar esclarecer esse acidente".
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