| Fotos: Douglas Reis |
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| Conversas e articulações: as duas sessões extraordinárias realizadas nesta terça-feira (20) tiveram projetos importantes em pauta |
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| Segalla e Chiara tiveram posições diferentes de Meira sobre projeto que altera o caráter do Conselho do Município, mas concordaram sobre as mudanças Código de Obras em Bauru |
A aprovação de projetos que envolvam engenharia, arquitetura e critérios técnicos será analisada diante do novo Código de Obras em Bauru. As regras da década de 80 foram revisadas em projeto de lei aprovado nessa terça-feira (19) pela Câmara Municipal. Na última votação no ano, o Legislativo também referendou a criação de sete corredores comerciais e de serviços que tiveram aval de audiências públicas e do Conselho do Município.
Os parlamentares receberam manifestação de apoio ao projeto para desburocratizar e simplificar o Código de Obras. Documento assinado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB Bauru), Sindicato da Habitação (Secovi), Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (Seesp) e Sindicato da Construção (Sinduscon) apontou que “as entidades manifestam apoio ao projeto reconhecendo sua extrema importância para a agilização e a desburocratização dos processos de aprovação de projetos de construção em Bauru. A medida estimula novos negócios, emprego e renda”.
As entidades ainda posicionaram que a proposta foi amplamente debatida com os segmentos ligados à construção civil e é baseada em experiência bem-sucedida em outras cidades. O grupo também se mobilizou a favor da redução de prazos e do número de regras que integram o sistema municipal de fiscalização, conforme encontro realizado em março passado na Assenag.
A secretária do Planejamento, Letícia Kirchner, salientou que o conceito do projeto é a corresponsabilização. “Na atual legislação, o município tem uma lista enorme de itens a exigir na fiscalização e isso, além de sobrecarregar, gerou para o poder público assumir obrigações que não são suas. A nova lei traz responsabilidade compartilhada. Engenheiros, arquitetos e técnicos já contam com instâncias de controle interno da regular atividade de cada segmento. Entregar projetos e construções seguras, com base na lei, é prerrogativa do meio e isso compartilha obrigações, reduzindo burocracia”, cita.
Em encontro anterior com edis, a secretária explicou que a proposta é baseada na informatização dos processos, simplificação e compartilhamento de responsabilidades. De acordo com Letícia, a lei muda a concepção na tramitação dos processos pela Seplan. Até então, os técnicos da pasta eram obrigados a avaliar detalhes de cada projeto, como, por exemplo, a espessura de paredes. Agora, a análise se limitará a checar parâmetros urbanísticos relevantes, como uso conforme zoneamento aplicável, restrições locacionais, taxa de ocupação, coeficiente de aproveitamento, afastamento de divisas, recuo frontal, marquises e beirais, entre outros. As normas já existentes, como a ABNT, continuam valendo.
CORREDORES
Com posição contrária de moradores da região do Jardim Estoril, os vereadores aprovaram a criação de sete corredores comerciais, entre eles o que engloba as quadras de 3 a 8, lado ímpar, da Comendador José da Silva Martha. Houve posição popular contrária sobre este endereço, na sessão dessa terça-feira (19). Parlamentares argumentam a proposta aprovou também restrições à liberação de instalações comerciais naquelas quadras, como limitação de aprovação para estabelecimentos apenas com fachada para a Comendador, impedimento de verticalização e, ainda, de unificação e desmembramento de lotes. Bares, boates, restaurantes e atividades que gerem perturbação do sossego também estão proibidos. O projeto ainda contempla toda a extensão da avenida Arnaldo de Jesus Carvalho Munhoz, a quadra 6 da rua Manoel Mendes Caetano, quadra 3 da rua Newton Braga, da quadra 3 até o fim da rua Renê Tacola e quadras 6 e 7 da rua Rubens de Melio Souza. Segalla foi o único que votou contra o projeto.
CONSELHO
Foi aprovado o projeto de lei do Coronel Meira (PSB) que altera o Plano Diretor e muda de “deliberativo” para “consultivo” o caráter do Conselho do Município de Bauru. O autor reconhece a relevância do conselho para garantir a participação popular na gestão pública, mas pondera que o caráter deliberativo do órgão cerceia a legitimidade conferida pelo voto aos representantes dos Poderes Executivo e Legislativo.
Eliminação de área industrial é adiada
Já o projeto de lei do Executivo que pretende retirar a destinação específica de 500 mil metros quadrados de área para uso industrial (desafetação), na região do Mary Dota, foi adiado. O vereador Ricardo Cabelo (PPS) foi atendido na solicitação de espera de duas sessões extraordinárias para o texto voltar à pauta. Integrantes de movimentos por moradia urbana defendem a medida. O prefeito Clodoaldo Gazzetta, por sua vez, deseja que a gleba seja usada para programa habitacional. Uma empreiteira manifestou interesse em implantar a infraestrutura, construir 500 casas para a baixa renda como pagamento pela gleba e, com isso, ter o direito de construir e comercializar outras 2.000 moradias para pessoas com renda a partir de 1,5 salário mínimo no local.
Vereadores questionam a limitação de glebas no município para ocupação industrial. Outros defendem que o prefeito vincule a nova proposta de uso em lei e, ainda, defina outros vetores de autorização de instalação industrial, com ampliação do perímetro urbano, para compensar a perda da gleba em discussão. O Legislativo ainda aprovou novo ajuste contábil e financeiro no orçamento, destinado a pagamentos por serviços à Emdurb e o adiamento da obrigação de Atividade Pedagógica (ATP) para 2019 (para não ter de pagar despesa com professores em 2018). Nas votações, também foram aprovados o projeto em que servidores da saúde poderão receber bolsa por acompanhamento de alunos de graduação e pós em medicina, para cursos privados e públicos, a criação do Plano Diretor de Turismo e a extensão da "fila velha" de empresas interessadas em receber cessão de área pública para uso industrial por mais um ano, a partir da lei.
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