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Copa do Mundo: 'Cascudo'


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Reuters
"As seleções mais conhecidas são as favoritas ao título sempre. Além do Brasil, são Alemanha, Espanha, França e Argentina", aposta Neymar

Principal esperança da Seleção Brasileira na luta pelo hexacampeonato mundial na Copa de 2018, na Rússia, Neymar aposta que a experiência que acumulou nas últimas temporadas e na edição passada da competição, em 2014, no Brasil, será um grande trunfo para brilhar no grande evento do futebol que será realizado no próximo ano.

"Acho que em 2018 estarei melhor do que em 2014. Já participei de uma Copa do Mundo, então já sei como é. Por isso, acho que vou saber me preparar melhor. Além disso, estou mais experiente, mais vivido, mais cascudo", afirmou o atacante.

Ao projetar a Copa de 2018, o astro do Paris Saint-Germain também apontou as seleções que considera as principais favoritas ao título e previu que a Bélgica poderá ser uma das surpresas do grande torneio.

"As seleções mais conhecidas são as favoritas ao título sempre. Além do Brasil, são Alemanha, Espanha, França e Argentina. Essas seleções são destaques em qualquer campeonato que participam, né?", afirmou Neymar, que depois reforçou: "Eu acho que, de surpresa, a Bélgica tem um excelente time e o Salah vem indo bem, é um grande jogador e pode fazer a diferença na Copa do Mundo".

Já ao ser questionado sobre o que achou dos primeiros adversários da Seleção Brasileira no Mundial de 2018, que serão Suíça, Costa Rica e Sérvia e foram definidos em sorteio no último dia 1º, em Moscou, o atacante evitou exibir otimismo exagerado e lembrou que todas as partidas de uma Copa costumam ser complicadas. "Na Copa do Mundo, não tem muito o que você escolher... não existe jogo fácil, por isso que se chama Copa do Mundo. Todo jogo é jogão", disse.

Brasil faz ‘rivais’ ficarem com o coração dividido

Suíça, Costa Rica e Sérvia. Foram estes os países que o sorteio da Copa do Mundo da Rússia colocou no caminho do Brasil no Grupo E, e que para pelo menos três personagens, trouxe a estranha sensação de "coração dividido". O ex-meia Petkovic, o técnico Alexandre Guimarães e zagueiro Léo Lacroix verão frente a frente seus países natais e aqueles que escolheram como segunda casa.

Nascido em Lausanne e filho de uma mineira de Nanuque, Léo Lacroix é zagueiro da seleção suíça e pode até estar em campo diante do Brasil na estreia das equipes, no dia 17 de junho, em Rostov. "Fiquei muito feliz que a Suíça esteja no grupo do Brasil. Agora, é trabalhar muito para estar entre os 23 convocados", disse. "Tenho um lado brasileiro porque falo português em casa, gosto de churrasco, de pagode, da resenha, casa cheia, diversão. Mas também sou suíço, gosto das coisas todas organizadas, certinhas."

A ligação com o Brasil inclusive influenciou no gosto do zagueiro de 25 anos pelo futebol. "O Brasil é uma seleção muito poderosa, que conseguiu ressuscitar. O Tite fez um excelente trabalho. Por enquanto, vamos torcer para que seja um empate, igual aconteceu na Copa de 1950: 2 a 2."

Quando o Brasil enfrentar a Costa Rica, dia 22, em São Petersburgo, será a vez de Alexandre Guimarães ficar dividido. Nascido em Maceió, ele fez toda sua carreira como jogador na Costa Rica, se naturalizou e inclusive disputou o Mundial de 1990, na Itália, pelo país. Anos mais tarde, em 2002, comandou os costa-riquenhos na Copa da Coreia do Sul e do Japão. E em ambas as ocasiões, teve que enfrentar a Seleção Brasileira.

Agora, a situação é diferente e Alexandre estará apenas na torcida, que ele admite que será pela Costa Rica. E por um motivo bem especial: seu filho, Celso Borges, é meia da seleção do país. "Que pai não torce pelo filho?", questionou.

"Eu nasci no Brasil, tenho família no Brasil, mas a minha vida foi feita na Costa Rica. Foi um país que me deu tudo em termos de realização profissional e pessoal. Agora, me dá a oportunidade de ver um filho representar sua nação contra o país de nascimento do pai. É muito legal e também esquisito que a vida tenha, através do futebol, colocado minha família nessa situação", comentou.

O último adversário do Brasil na fase de grupos será a Sérvia, dia 27, em Moscou. E se ambas as seleções vencerem seus dois primeiros jogos, chegarão para este duelo já classificadas. É justamente esta a torcida de Petkovic, ex-meia sérvio, que escolheu o Brasil como segunda pátria após anos atuando no País

"Haja coração para esta partida! Seria muito importante se as duas seleções fizessem o dever de casa e ganhassem os primeiros dois jogos, para que este duelo não tenha nenhuma importância. Aí, seria feliz, não teria a possibilidade de alguma delas não se classificar", projetou.

Ídolo do Flamengo, Petkovic atuou em sete clubes brasileiros na carreira e ainda treinou outros quatro após deixar os gramados. Ele também mostrou sua admiração pela seleção de Tite, mas fez questão de elogiar seus compatriotas. "Há alguns jogadores sérvios que podem desequilibrar. O Tadic pode fazer uma boa Copa, o Mitrovic, Kostic, Matic... E a zaga sempre foi forte. Vamos ver."

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