| Malavolta Jr. |
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| Fábio Roberto e Carla Michelle Sanches mostram o boletim de ocorrência feito contra a empresa |
"Era um sonho nosso conhecer o País e aprender melhor o idioma". O desabafo é da nutricionista Carla Michelle Sanches de Souza, 35 anos, sobre a viagem que ela e o marido tinham programado para San Diego, nos Estados Unidos, onde fariam curso intensivo de inglês por um mês. O casal de Bauru já havia desembolsado R$ 10 mil à agência TAW Intercâmbio, com sede em São Carlos, valor referente aos gastos com escola e estadia. Acontece que, sem aviso prévio, a empresa fechou as portas e deixou muita gente no prejuízo.
"Tem um grupo de WhatsApp com mais de 100 pessoas de toda parte do Brasil, que foram prejudicadas. Ficamos sabendo, por terceiros, que eles decretaram falência. Ninguém da companhia, porém, avisou os clientes. Não tem mais funcionários, não atendem mais aos telefones e o dono não havia sido localizado no endereço da casa dele", relata Carla.
Ela e o marido, o engenheiro de produção Fábio Roberto Ferreira, 30 anos, registraram um boletim de ocorrência na última quarta por suspeita de estelionato. Agora, o casal cobra o reembolso. "O pacote consistia em dar R$ 1 mil de entrada cada mais 10 parcelas de R$ 400,00. Quitamos a última em outubro, ou seja, a gente já vinha planejando essa viagem há muito tempo".
AÇÃO COLETIVA
Inicialmente, eles viajariam no dia 2 de dezembro, com previsão de retorno em 3 de janeiro de 2018. Porém, o casal optou por adiar o embarque para agosto, já que o intercâmbio já estava pago. "Agora não há garantia alguma de efetuar a viagem. Esperamos que, através da Justiça, sejamos ao menos ressarcidos. Fomos orientados a promover uma ação coletiva junto à Defensoria Pública".
Segundo relato de outras vítimas à nutricionista, a Polícia Civil de São Carlos teria solicitado a prisão preventiva do proprietário da empresa de viagens. O JC entrou em contato com o 1.º Distrito Policial (DP) da cidade, onde os boletins de ocorrência foram registrados, mas foi informado de que o delegado não prestaria nenhum esclarecimento por telefone.
A reportagem também telefonou para três números de contato da agência TAW Intercâmbio, mas ninguém atendeu ou retornou aos telefonemas.
OUTROS CASOS
Outro caso semelhante foi registrado em Jaú. Uma empresa da cidade está sendo acusada por várias pessoas que contrataram até mesmo viagens internacionais e ficaram no prejuízo.
Na semana passada, conforme o JC noticiou, mais uma ocorrência parecida. Após contratarem um pacote com uma mulher que organizava excursões rodoviárias em Igaraçu do Tietê, 65 pessoas da região de Bauru que pretendiam passar o Natal em Cabo Frio (RJ) ficaram sem hospedagem quando chegaram ao destino. Cada um deles pagou R$ 1.150,00 pela viagem.
