No texto "Olhar coletivo pra Lua!", do sr. Henrique Perazzi de Aquino, publicado no JC em 28/12, fazendo referências ao meu texto "Olhando pra Lua!", publicado no mesmo jornal em 26/12, foram lançados vários questionamentos e insinuações (diferença de classes, modos de vida, complexos de culpa...) que, por sua vez, estão ligados a outras questões (sistemas sociais e econômicos, luta de classes, mérito...). Para responder a todos eles, requereria muito espaço neste jornal, o que não seria viável e nem adequado. Mas, entre outros, já foram publicados vários textos meus no JC associados ao assunto, que acredito possa responder ao que se deseja, a saber:
1) "Enriquecendo com mérito", publicado: 11/4/2017, onde falo das virtudes humanas que levam ao enriquecimento;
2) "Herança & Desigualdade", publicado: 3/7/2017, onde falo da herança e sua influência na desigualdade social;
3) "Virtudes e defeitos do capitalismo", publicado: 5/7/2016, onde destaco como o capitalismo cria riqueza;
4) "Não existe um mundo ideal! Mas existe um mundo melhor do que outro!", publicado: 4/12/2016, onde comparo capitalismo e socialismo, principalmente na parte estrutural.
Tenho ainda a ser publicado de imediato:
5) "Esquerda Caviar!", onde aponto várias contradições da esquerda, e mostro que no socialismo se resolve o problema da desigualdade, mas não o da pobreza.
Como se vê, o assunto é extenso e complexo, pois o mundo é composto de pessoas muito diferentes entre si, com todo tipo e ordem de virtudes, defeitos, desejos, visões, formando este caldeirão onde todos têm que conviver e exercitar a tolerância. Como já disse em outra oportunidade, entendo que as pessoas têm ambições, capacidades e posturas distintas, umas ficam satisfeitas com a pescaria, enquanto outras estão preocupadas em inventar o celular. Estas alternativas de vida - claro! - têm consequências diferenciadas nos trabalhos e nas recompensas.
Também destaco em vários textos que a ideia de capitalismo ao dar liberdade de criar e empreender é boa, mas que algumas pessoas desvirtuam isso, constituindo em falhas pessoais e não do sistema. Como o homem que vive no capitalismo tem a mesma natureza daquele que vive no socialismo, estas falhas pessoais podem também ocorrer no socialismo, e até pior. Até pior porque as estruturas de poder nos dois sistemas são diferentes: no capitalismo temos uma estrutura democrática e republicana com, por exemplo, um ministério público independente para combater os excessos, enquanto no socialismo não temos nada disso.