| Parque Tecnológico |
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| Parque Tecnológico de Botucatu tem uma área total de 355 mil metros quadrados e é uma das novidades que o município conta para incentivar a geração de novos empreendimentos tecnológicos |
A busca por geração de empregos é uma constante nas cidades, sejam elas pequenas ou médias, e cada vez mais difícil pela oscilação da economia do país. Da década de 80 em diante optou-se pelo modelo de criação de áreas para trazer pequenas e até grandes empreendimentos para incentivar as economias locais. Os chamados Distritos Industriais (DIs) foram a melhor opção independente da vocação econômica da localidade, mas o que começou por apenas algumas cidades se estendeu para a grande maioria. O modelo começa a ser revisto, principalmente com o fim das simples doações das áreas. A falta de novos terrenos para algumas cidades também dificulta a ampliação.
Independente dos entraves enfrentados, aos poucos as prefeituras vêm revendo e acrescentando novos modelos de desenvolvimento. Botucatu, por exemplo, até a próxima semana deve iniciar a terraplenagem de uma área para a instalação de mais um DI para 140 lotes. A cidade também inova ao possuir um Parque Tecnológico para a geração de novos negócios e tecnologias. Essa é uma nova tendência para geração de emprego, trabalho e renda. O município possui grandes empreendimentos como uma unidade da Embraer que produz aviões agrícolas. Nos últimos dias ganhou as manchetes dos principais jornais brasileiros e até americanos que a empresa brasileira pode se unir a Boeing americana. A parceria pode garantir mais dividendos e abrir o comércio internacional com mais demandas em Botucatu. Mas o município tem encarroçadora de ônibus, a Irizar Brasil que foi criada no município, no ano de 1997, a partir de uma joint ventura com uma empresa empresa local. Outro grande empreendimento é a Duratex com unidade também na cidade.
Na região, outras cidades que se destacam com DIs são Lençóis Paulista e Pederneiras. Mas já enfrentam as dificuldades de expansão por falta de mais áreas. No caso específico de Pederneiras, onde possui um porto Intermodal nas margens do Rio Tietê, principal ponto de embarque de tudo que é transportado pela Hidrovia Tietê-Paraná para a via ferroviária até o porto de Santos, enfrenta uma dificuldade no momento. Os Distritos Industriais Fuad Razuk e Toufik Rachid Razuk não estão com as áreas legalizadas e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público obrigou a rever a legislação municipal que não previa licitação pública na doação das áreas. O atual secretário de Desenvolvimento Econômico e vice-prefeito, Márcio Urrea, admite que o desafio de sua gestão é resolver essa pendência, o que no momento dificulta doação de áreas a empresas apesar da procura. "Mas temos potencial de crescimento e vamos regularizar toda a área", declarou. Mesmo assim, uma empresa ferroviária comprou área para instalar próximo ao Porto Intermodal.
No caso de Lençóis, outro município com DI bem diversificado, aposta na chegada de uma empresa de guardanapo de papel que deve se transferir de uma cidade paranaense e já adquiriu área próxima à atual unidade reservada às indústrias. Outros pequenos municípios também apostam na reservas de áreas como Boraceia, Agudos e Piratininga.
Pequenas cidades apostam nos DIs
Piratininga é procurada por empresários, mas a dificuldade da prefeitura é expandir a área atual a indústrias, mas Boraceia recorre a desapropriações de áreas
| Malavolta Jr |
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| Duplicação da rodovia SP-225 ajuda na melhoria do acesso ao Distrito Industrial de Piratininga |
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| Prefeito Sandro Bola diz que tem plano de expansão no DI |
A melhoria das estradas é um fator que tem ajudado a atrair indústrias, mas a expansão dos Distritos Industrias (DIs) também enfrenta dificuldades em toda a região por falta de terrenos maiores. Nos municípios menores, como Agudos, Piratininga e Boraceia, cada um busca atrair novos empreendimentos para a geração de emprego e renda.
No caso de Piratininga, o Distrito Industrial, Comercial, Atacadista e de Serviços "Pedro José Kirillos" com 78 lotes de 1.000 metros quadrados é mais diversificado instalado bem próximo da SP-225 (Ipaussu-Bauru), que está duplicada, onde tem área cedida até a uma faculdade que funciona no local.
O prefeito de Piratininga, Sandro Bola (PSDB), afirma que a melhoria da rodovia é um atrativo, o município está a 120 quilômetros do Estado do Paraná, a 13 quilômetros de Bauru e próximo a uma interligação para São Paulo, Campinas (via Jaú) e até as regiões Noroeste Paulista e a São José do Rio Preto. "A duplicação da SP-225 ajudou bastante e estamos a 50 quilômetros de Pederneiras que tem a hidrovia", declarou Bola.
Mas o município também enfrenta dificuldades de expandir. Bola admite que existe um projeto de integrar uma parte de um terreno reservado a realização de rodeios para ampliar mais lotes no DI. Há também casos de empresas que receberam terrenos para investimento e não cumpriram as diretrizes. Já há quatro pedidos de reintegração de posse.
A legislação municipal também precisa ser revisada. Pelas regras atuais, para pleitear terreno a empresa tem que possuir faturamento anual de R$ 87,3 mil, valores defasados segundo a prefeitura. Para ter a posse definitiva do terreno é necessário permanecer por mais de 10 anos, gerando empregos. Já de início para se instalar no DI deve ter 25% da área coberta construído num prazo de 1 ano. "A intenção nossa é aumentar o Distrito Industrial. A procura por áreas está grande no nosso município, principalmente empresas de Bauru. Estamos tentando adquirir área por perto para expandir. O problema é que estamos buscando a reintegração de posse de áreas que não cumpriram a legislação para repassar a outros interessados", citou o prefeito de Piratininga.
Na área já funciona uma fábrica de barbante, concreteira, de pavimentação asfáltica, entre outras atividades.
Boraceia desapropria área para trazer indústria
| Amcesp |
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| Marcos Venicio Bilancieri aposta em indústria de médio porte |
O município de Boraceia aposta em indústrias de pequeno e médio porte para gerar empregos. O prefeito Marco Bilancieri afirma que o município não possui áreas destinadas apenas à expansão industrial.
O município adota uma sistemática diferente. Se existir interesse, a prefeitura busca a área por meio de desapropriação. "Há uma área que margeia a rodovia SP-261 declarada de interesse do município, que pode ser desapropriada para a instalação de novas empresas. A doação de área é feita mediante licitação pública seguindo lei municipal", explica o prefeito.
Desde 2013 já se instalaram três empresas de médio porte: Distribuidora Marsil, JP Ondulados e Larissa Airelo que juntas geram quase 200 empregos. Em processo de instalação estão Móveis Lanza e Reata Citrus que vão abrir mais 200 vagas.
De acordo com a prefeitura, a Tchetto Alimentos praticamente duplicou o número de vagas gerando 100 vagas e a Distribuidora de Frios De Vito triplicou o número de empregos passando de 40 para 120.
Bilancieri diz que o município oferece uma parceria visando auxiliar o empresário na instalação da empresa no município. "No caso da empresas que se instalaram ou estão em processo de instalação o município ofereceu a área com a terraplenagem pronta e toda a infraestrutura: água, energia, asfalto, guias e sarjetas e iluminação pública. Estamos abertos para oferecer o que for necessário para atrair novos investimentos para a cidade. Tudo o que estiver dentro de nossas possibilidades será feito", garante o prefeito.
Lençóis aguarda vinda de uma nova indústria
O Distrito Empresarial “Luiz Trecenti” tem área aproximada de 26 alqueires com 83 empresas instaladas. A maior delas e conhecida na entrada de Lençóis Paulista é a Lwart, empresa que atua na coleta e rerrefino de óleos lubrificantes usados e tem ainda a Lwarcel direcionada na produção de celulose de mercado.
O diretor de Desenvolvimento, Geração e Emprego e Renda, André Paccola Sasso, ressalta que a administração já tem planos de abrir um novo polo, porque o atual distrito já não tem mais nenhum lote disponível. “Existe uma área ao lado que poderia ser adquirida para a expansão, mas no terreno tem árvores nativas e por isso não podem ser cortadas. Estamos negociando junto aos órgãos de licenciamento para que possamos usar a área com a compensação de fazer um bosque em outro terreno”, contou.
A legislação de doação de área de Lençóis não estabelecia licitação pública, mas com a criação de uma outra área vai ter que se adequar as novas regras. “Como já existia a legislação antiga, as doações foram feitas com concessões precárias com validade de cinco anos. A grande maioria já tem mais de 10 anos e já conseguiram a posse definitiva”, declarou.
Quem tem intenção de instalar em Lençóis tem que recorrer a área privada pela falta de espaço no DI. “Já temos 25 empresas interessadas por isso estamos buscando uma área nova para o Distrito e acomodar os novos projetos”, explicou. Mesmo com a falta de área, o diretor cita que até julho deste ano deve ser instalada uma fábrica de guardanapo e papel higiênico que já tem unidade no Paraná, do qual comprou 17 alqueires de gleba próximo a Lwarcel. “É uma empresa de grande porte que deve se instalar aqui e compra matéria prima da Lwarcel. Foi um pedido feito pelo prefeito para que a Lwarcel trouxesse para o município os seus parceiros. Fomos atrás da área e conseguimos adquirir uma gleba que era da Zilor e vendeu a área”, contou.
Circular de graça é atrativo
| Malavolta Jr. |
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| Distrito Industrial de Agudos tem duas áreas para indústrias se instalarem no município, mas há quem prefira comprar nova área |
O município de Agudos tem dois Distritos Industriais localizados próximo à rodovia Marechal Rondon (SP-300), mas a administração sempre buscou atrair indústrias. Uma das bandeiras é possuir serviço de ônibus circular de graça, totalmente subsidiado pela prefeitura.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Agudos, Kleber Cavinato, afirma que, na hora de fazer a conta, a circular gratuita tem peso no convencimento de empresários apostarem em instalar unidade no município. "Isso barateia muito o custo para o trabalhador e temos condições de colocar linha à disposição na porta do empreendimento", conta o secretário.
Recentemente foi um fator importante para trazer um indústria de Bauru que estava prestes a transferir-se para Botucatu e optou por Agudos, embora a empresa tenha comprado a área e não recorreu a concessão de terreno no DI. Cavinato ressalta que grandes empresas "fogem" de buscar a concessão de área por tempo determinado, porque preferem ter área própria. "Isso facilita posteriormente para buscar financiamentos no BNDES e outras linhas de crédito, porque tem o que oferecer como garantia. A concessão precária não dá a posse definitiva da área", conta.
O secretário cita que as margens da rodovia Marechal Rondon (SP-300), principal ligação para a capital ou para o Mato Grosso do Sul, via Araçatuba, é muito procurada pelas indústrias. "A Duratex tem sido uma parceira nossa. A maioria das áreas que têm para a venda é dela e quando tem uma empresa com potencial e não quer concessão, nós levamos a Duratex e entra em negociação até chegar a um consenso para as duas partes isso. Tem dado certo", observou o secretário de Desenvolvimento.
Em Agudos, a concessão de área é feita por período de 5 anos, com direito de renovação pelo mesmo prazo, mas tem que gerar empregos de acordo com a metragem da área e o faturamento. O número mínimo para uma concessão de pequena empresa é gerar pelo menos 10 empregos. A área é de 1.000 metros quadrados. A empresa deve procurar a prefeitura que vai analisar e encaminhar projeto de lei à Câmara. Depois disso é aberta uma licitação.
Parque Tecnológico é nova aposta
Objetivo é incentivar empreendimentos com base tecnológica em Botucatu, dando assistência para o gerenciamento de projetos inovadores?
| Assessoria de Imprensa/Parque Tecnológico |
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| Fachada do Parque Tecnológico, localizado em Botucatu |
Nos próximos dias Botucatu deve iniciar as obras para demarcação do quarto Distrito Industrial para 140 lotes. O município detém indústria aeronáutica, unidade da Duratex e recentemente ganhou um Parque Tecnológico.
O diretor executivo do Parque Tecnológico, Carlos Costa, explica que as instalações foram credenciadas no início de 2016, mas a criação do Polo remonta a 2014. É um instrumento dentro da política de industrialização da cidade que facilita agregar, de forma permanente, parceiros de todos os segmentos da sociedade para desenvolver conhecimento e geração de novos negócios na área tecnológica. "Aqui tem todo apoio de uma equipe gestora que vai trazer e dar visibilidade no sentido de fortalecer o negócio com base em políticas públicas com base tecnológica. No Distrito Industrial não existe esse apoio, você tem que instalar a sua empresa e se virar", cita.
De acordo com o diretor, é um conceito diferente de Distrito Industrial. O Parque Tecnológico tem o objetivo de incentivar a indústria de base tecnológica. "Aqui recebemos empreendimentos inovadores que fundamentam produtos e seus processos em tecnologia. Não é qualquer empreendimento que pode ser instalado no local", ressalta Costa.
A unidade botucatuense vai desenvolver novos produtos e serviços nas áreas de bioprocessos, biotecnologia, meio ambiente, produtos florestais, produtos naturais da fauna e da flora, tecnologias sociais e logística.
O diretor cita ainda que, quando o projeto não se enquadra no Parque Tecnológica, é orientado a buscar instalação do DI. Existe a via inversa também: quando o empreendimento no Distrito Industrial tem base tecnológica forte é convidado para se transferir para a Polo Tecnológico.
O prédio possui uma área total de 360 mil metros quadrados, onde abriga o Centro de Gestão Tecnológica "Fernando Bandeira de Mello Marins", edifício administrativo de 1.900 metros quadrados com 18 lotes de 1.500 metros quadrados, com completa infraestrutura destinados a instalação de Centros de Pesquisa e Desenvolvimento públicos e privados. Atualmente no total são 20 empresas, quatro delas residentes, três na Incubadora e três no espaço coworking - é uma nova forma de pensar o ambiente de trabalho, seguindo as tendências do freelancing e das start-ups. O Governo de Estado investiu cerca de R$ 10 milhões no Parque, sendo R$ 340 mil em estudos e R$ 9,7 milhões na construção do núcleo administrativo. O Parque Tecnológico está localizado às margens da rodovia Gastão Dal Farra, a 3 km da rodovia SP-209, que liga à rodovia Castelo Branco.
Mais um DI
O secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico de Botucatu, Daniel da Cruz Lopes, tinha acabado de sair da futura área do Distrito 4 quando foi procurado pela reportagem do JC.
Pelas previsões dele até a próxima semana devem começar as obras de limpeza da área de mais um DI, localizada próxima do Distrito Industrial 3, perto da rodovia Marechal Rondon no sentido Botucatu-Bauru. A ampliação vai possibilitar mais 140 lotes de 1.000 a 1.200 metros quadrados. Lopes ressalta que os DI 1 e 2 não têm mais áreas e o único ainda com terreno disponível é o DI 3.
De acordo com o secretário, há dois fatores que ajudam atrair indústria que Botucatu tem explorado na divulgação de buscar novas empresas para o DI. Um é questão de segurança pública, o índice de criminalidade da cidade tem sido muito baixo em comparação a outras cidades do Estado e, o segundo quesito, a localização: está a 280 quilômetros de São Paulo e Campinas. "A localização dos DIs ficam bem próximos da rodovia Marechal Rondon o que facilita a logística, porém já temos também no município um parque fabril forte que garante uma mão de obra qualificada, como empresa de chapa de madeira, fábrica de avião agrícola e de carroceria de ônibus. Essa diversificação ajuda muito."
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Pederneiras precisa legalizar área
| Alex Mita/JC Imagens |
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| Porto Intermodal de Pederneiras é importante ligação da hidrovia com ferrovia para transporte de grãos até o porto de Santos |
O município de Pederneiras vive uma situação inusitada: tem um porto Intermodal que faz a interligação da hidrovia Tietê-Paraná com a ferrovia para o transporte de grãos e outras mercadorias que vêm das regiões do Mato Grosso do Sul e Goiás. Existe muito interesse de empresas se instalarem pela logística, mas atualmente o município precisa legalizar as áreas dos Distritos Industrias Fuad Razuk e Toufik Rachid Razuk.
O vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico, Márcio Urrea, ficou com a missão de legalizar a área. O município tem que cumprir um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público (MP) em 2016.
A Prefeitura de Pederneiras teve que iniciar a retomada de lotes de terrenos doados nos últimos anos que não estavam sendo utilizados conforme as regras da lei vigente. A legislação que autoriza as doações também é alvo de questionamento judicial. No ano passado, a prefeitura notificou 226 empresas, mas há lotes doados em administrações passadas que precisam ser revisados.
O problema é uma pendência que vem desde 2015 quando o Ministério Público questionou a forma como estavam sendo doados os terrenos nos DIs. Uma das discussões de falta de licitação. "Houve vários motivos que, na época a gente escutava na cidade, do tipo de pessoas que pegaram terrenos e estavam comercializando e não dando a destinação da permissão de uso. Em meados de 2016, o MP barrou essas doações e houve um TAC assinado pela prefeitura com a Promotoria para retomar os terrenos", relata o secretário.
Desde que tomou posse a nova gestão, o secretário de Desenvolvimento Econômica relata que as empresas que procuraram à prefeitura para expandir estão com dificuldades. "Agora tem que fazer licitação. A lei que estipulava as regras foi revogada por conta do TAC e uma outra aprovada em 2016 estabelecendo a licitação não tem como licitar. Descobrimos que os DIs não estão legalizados. Onde estão os lotes tem matrícula municipal, mas não tem matrícula em cartório. Não existe um loteamento", conta o secretário.
O maior desafio é nos próximos 12 meses a Secretaria de Desenvolvimento providenciar a legalização, mas isso demanda tempo, porque será necessário fazer um levantamento e estudo. Até o ano passado, a prefeitura notificou todos os proprietários de lotes para saber como está a situação.
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