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Bauru tem dois casos de dengue neste ano

Cinthia Milanez
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Cinthia Milanez
Diretor do Departamento de Saúde Coletiva, Mário Ramos revela que a cidade registrou dois casos de dengue em janeiro deste ano contra dez no mesmo período de 2017

Em todo o mês de janeiro deste ano, Bauru registrou dois episódios de dengue, contra dez no mesmo período de 2017. Detalhe: em ambas as datas, não houve ocorrências de chikungunya, nem de zika vírus.

Embora a doença esteja controlada no município, a Secretaria Municipal de Saúde não descarta a possibilidade de epidemia e, portanto, o alerta continua.

É o que adverte o diretor do Departamento de Saúde Coletiva da prefeitura, Mário Ramos de Paula e Silva. Segundo ele, a cada ano, existe um subtipo de circulação viral predominante. Em 2015 e 2016, no município, era a dengue tipo 1. No ano anterior, a dengue tipo 3. 

Diante disso, a população, de maneira geral, está imunizada para os dois subtipos da doença. "Porém, se houver a circulação da dengue tipo 2 ou da dengue tipo 4, não descartamos a possibilidade de epidemia", acrescenta.

Inclusive, a dengue tipo 2 é considerada o subtipo de vírus com maior potencial de levar à forma grave da doença. Em dezembro do ano passado, o Ministério da Saúde já admitia a tendência de avanço na circulação da dengue tipo 2 em todo o País e, claro, recomendava que o sistema de assistência à saúde estivesse preparado.

MAIS MOSQUITOS

E, para agravar a situação, os bauruenses vêm sentindo que, neste ano, os pernilongos - entre eles, o Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como a zika, dengue, chikungunya e febre amarela - chegaram em maior quantidade e incomodando muito mais, conforme o JC publicou no último dia 29.

Em vista disso, a Secretaria Municipal de Saúde coloca em prática o seu plano de contingência, que consiste em fazer o bloqueio dos criadores casa a casa, realizar a nebulização, além do chamado Dengue Express - médicos e enfermeiros de todas as unidades de saúde seguem um protocolo para avaliação de risco dos pacientes -, e a manutenção do estoque de soros e medicamentos, caso haja, de fato, epidemia da doença.

 

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