Cultura

Coroa Imperial: chapéu e Zé Carioca

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Diretora de Carnaval Olivia Arantes de Souza e o carnavalesco Gilson Jacintho: expectativa

Com o enredo "Sou caipira, sou maluco, essa história vou contar. Na magia deste canto, meu chapéu vou coroar", a representante do Núcleo Presidente Geisel, Coroa Imperial da Grande Cidade, pretende cativar o Sambódromo, neste Carnaval, com um acessório que vai da realeza à folia.

Os 400 componentes da agremiação estarão divididos em oito alas e três carros para contar a história dos chapéus. Além da Bateria Monstro, que levará 60 ritmistas para animar a passarela do samba.

O enredo é resultado de uma pesquisa de seis meses do carnavalesco Gilson Jacintho e da historiadora Dora Girelli.

"Começa na pré-história, passando pela realeza, religiões, contos infantis até chegar no Carnaval", explica Gilson, que está em seu primeiro ano na escola.

Para ajudar a contar toda essa trajetória, a agremiação utilizará o personagem Zé Carioca (Disney), um típico bom malandro da década de 1940 que também usa chapéu. "Por ele ser um dos símbolos do Brasil e usar o acessório, nós o aproveitamos para compor esse enredo. A coroa, símbolo da escola, também entra para amarrar tudo", diz Gilson.

Segundo o carnavalesco, as alas estão com 90% dos trabalhos finalizados e ainda contam com vagas para componentes. "Quem desejar participar deste momento com a nossa escola pode entrar em contato com a gente e vir ao ensaio para aprender nosso samba", convida.

EXPECTATIVA

"Ainda faltam alguns detalhes, estamos um pouco atrasados. A gente fica na expectativa de verba e vai fazendo nosso trabalho como pode. Mas a gente pretende fazer um bom carnaval, dentro dessas nossas condições, e esperamos apresentar um trabalho bem legal para agradar o povo todo", afirma a diretora de carnaval, Olívia Arantes de Souza.

A expectativa também fica por conta das inovações trazidas pelo novo carnavalesco da agremiação.

"Nós estamos satisfeitos e felizes com o trabalho que ele vem desenvolvendo. É uma pessoa muito dedicada que não está medindo esforços para levar a coroa para uma boa apresentação para o público", conclui Olívia.

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