Tribuna do Leitor

Um bom filme

Carlos Alberto Alves Neves
| Tempo de leitura: 1 min

Fui assistir ao filme "The Post...", com Meryl Strep e Tom Hanks. Interpretações maravilhosas, relatando um período onde a dona do The Washington Post tem a ousadia de enfrentar o governo Nixon sobre a Guerra do Vietnã. A briga (boa) com o The New York Times faz com que o enredo se torne atraente e emocionante, numa época em que as máquinas de escrever eram a arma diária do jornalista e a impressão de matrizes de cobre, inseridas num aparelho inventado por Gutenberg, tornam-se moldes. Estes moldes permitem a fundição de milhares de caracteres de imprensa.

A partir do molde, eram fundidos no chumbo quente. O fundidor de tipos obtinha um caractere em relevo. Isso é demonstrado no filme de uma forma histórica e maravilhosa para aqueles que não conhecem a história da impressão dos jornais.

Os tipos móveis, depois de fundidos, eram ordenados em caixas de madeira (mais tarde, gavetas de metal) convenientemente subdivididas, onde eram armazenados até o momento da composição. Cada compartimento em que se divide a caixa tipográfica chamava-se caixotim.

Conheci esse sistema no próprio JC, que usava "linotipo" quando de sua fundação, na rua 1º de Agosto esquina com a Virgílio Malta, com os datiloscopistas trabalhando até altas horas da madrugada para que as placas fossem montadas e o JC circulasse no outro dia... Bons tempos... Muitas recordações...

E hoje, com a Internet, temos, inclusive, o JC às segundas-feiras apenas no digital. Enfim, vale a pena ver o filme dirigido pelo grande Steven Spielberg.

Comentários

Comentários