| Aceituno Jr. |
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| José Francisco Martins, advogado do Sinserm, fala com os servidores em assembleia nessa quinta-feira (15) |
Em assembleia realizada nessa quinta-feira (15) à noite, na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), foi deliberada a pauta da campanha salarial deste ano, que será entregue pelos servidores ao prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) no próximo dia 27 de fevereiro (terça-feira), às 17h30, na sede da Prefeitura de Bauru.
Foi deliberado que o pedido de reajuste será de 21%, sendo 3% de reposição da inflação acumulada no último ano, 8% de perdas que não foram repostas na negociação passada, e 10% de ganho real. Também será proposto o aumento do vale-alimentação dos atuais R$ 410,00 para R$ 530,00, e do vale-refeição (antigo abono) de R$ 350,00 para R$ 480,00. Este último é pago aos servidores ativos e inativos que recebem até determinado valor de salário, na casa de R$ 2.300,00, aproximadamente. Ainda será pedido o fim do teto para concessão de vale-transporte e abono salarial.
Uma nova assembleia ficou marcada para o dia 15 de março (quinta-feira), às 18h30, quando os servidores esperam já ter de volta a resposta do prefeito sobre qual será o índice de reajuste dos salários e do vale-alimentação e vale-refeição. "A categoria não vem tendo a reposição da inflação há alguns anos já, por isso esse pedido de reajuste. Na realidade, as perdas foram até maiores. Agora vamos entregar oficialmente a proposta no dia 27 de fevereiro e aguardar a contraproposta, para a assembleia do dia 15 de março, quando os servidores decidirão se aceitarão ou não o que o governo oferecer", comenta o diretor do Sinserm, Moisés Cristo, em entrevista ao JC após o fim da assembleia, que durou cerca de duas horas.
ATAQUES
O Sinserm aprovou, em assembleia, voto de repúdio "aos constantes ataques do prefeito Clodoaldo Gazzetta contra os serviços públicos municipais, através de sua reitera política de sucateamento dos serviços e da mão de obra municipal, aliada à insistência em implantar leis que abram as portas para as terceirizações para a iniciativa privada em Bauru, como o projeto de lei das Organizações Sociais, em discussão na Câmara Municipal", diz nota enviada pelo Sinserm. O projeto das OS foi aprovado nessa quinta-feira (15) à noite pelo Legislativo, conforme o JC mostra na página 3 desta edição.
"O Sinserm, juntamente com todos os servidores públicos municipais, não descansará na luta contra as terceirizações de serviços públicos e em prol de melhores condições de trabalho e salário para todas as categorias", completa a entidade. O Sinserm frisou ainda que a valorização dos servidores municipais foi promessa de campanha de Gazzetta, em 2016.
Nas negociações com o governo municipal, o limite fiscal do município pode ser um dos complicadores, pois Bauru está gastando acima dos 51,3% do limite prudencial com salários. Por outro lado, a aprovação da lei da OS abre a possibilidade de retorno ao índice, permitindo a contratação de novos servidores e o aumento de salários. O pagamento do vale-alimentação não impacta no limite fiscal, e o Sinserm deve pressionar o governo a melhorar o valor, que é de R$ 410,00, e a entidade entende que pode chegar a R$ 530,00, sendo ponto importante na pauta de negociação com a prefeitura.
