| Samantha Ciuffa |
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| Representantes de algumas instituições, como a OAB e a Polícia Militar, também participaram da reunião na Casa dos Conselhos |
No próximo sábado (24), o voto feminino no Brasil completará 86 anos. Aproveitando a data e o fato de março ser o mês dedicado às mulheres, o Conselho Municipal de Políticas para Mulheres de Bauru realizou encontro, nessa quarta-feira (21), para unificar, a partir do próximo mês, a programação municipal voltada ao fortalecimento das lutas femininas.
Da reunião, participaram representantes da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), pasta a qual o conselho está vinculado, além de outras secretarias, OAB de Bauru e Polícia Militar. A intenção foi articular ações e fazer com que a programação do Mês da Mulher realizada por cada uma das entidades não coincida em datas e horários.
Para o dia 10 de março, o conselho já agendou uma panfletagem no Calçadão da Batista de Carvalho para conscientizar as mulheres sobre a importância do voto.
"Primeiramente, nosso esforço é estimular a não votar nulo, demonstrar a necessidade de pesquisar sobre a biografia dos candidatos e escolher alguém. Mas também queremos incentivar o voto nas candidatas mulheres, que tenham um histórico de envolvimento com as lutas femininas", considera a presidente do conselho, Marizabel Ghirardello, salientando que um ato deverá ser realizado dentro da programação para celebrar a conquista do direito ao voto, em 1932.
REPRESENTATIVIDADE
Marizabel pondera que as mulheres representam cerca de 50% da população brasileira e, hoje, registram média de 16% de ocupação dos cargos eletivos no País. Bauru, por exemplo, nunca teve uma prefeita e ganhou sua primeira vereadora apenas em 1993, quando Majô Jandreice foi eleita.
Além dela, apenas Catarina Carvalho assumiu mandatos ao longo da década seguinte. Hoje, das 17 cadeiras do Legislativo bauruense, três são ocupadas por parlamentares do sexo feminino: Chiara Ranieri, Telma Gobbi e Yasmim Nascimento.
Para a presidente do conselho, uma das ferramentas mais poderosas para ampliar esta representatividade é o voto e, em razão disso, o movimento para as eleições deste ano foi lançado. "Precisamos de mais mulheres no governos, no Legislativo municipal, na Assembleia e no Congresso. Sem este amadurecimento político e eleitoral, continuaremos enfrentando dificuldades para conquistar avanços importantes para a população feminina", acrescenta.
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VOCÊ SABIA?
Após intensa mobilização, o voto feminino foi aprovado parcialmente em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas. Na época, o direito foi assegurado apenas às mulheres casadas, com autorização dos maridos, e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria. Em 1934, as estas restrições foram eliminadas do Código Eleitoral, mas somente em 1946 a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres.
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