O Rio Mambucaba nasce no município de Arapei, no Estado de São Paulo e segue em direção ao Oceano Atlântico, passando pela Vila de seu nome. Anteriormente, os habitantes de São José do Barreiro, São Miguel das Arêas, Silveiras e Santo Antônio da Bocaina (depois Cachoeira) desciam a Serra Geral pela velha estrada do Barreiro, que seguia rumo ao mar quase paralelamente ao rio.
Mambucaba perdeu importância e os lugares citados para suas viagens à Corte do Rio de Janeiro foram priorizados pela Estrada de Ferro D. Pedro II, que naquela época constituía a última palavra em matéria de transporte. Atualmente, Mambucaba é distrito de Angra dos Reis. Ressalte-se que José Luiz Gomes (Barão de Mambucaba) demonstrou pelos seus atos que era mambucabano, tendo predileção toda especial pelo bucólico Rio Mambucaba, nominando-o para seu baronato.
Das gerações seguintes desse Barão, alguns membros vieram para Bauru, outros para nossa região e alguns foram ocupantes de cargos importantes no nosso Estado. Começamos com a neta Emiliana Gomes Guimarães, casada com o dr. José Joaquim Cardoso de Mello, avós paternos revelados pelo selegado de Polícia Geraldo Cardoso de Mello, em correspondência remetida a Gabriel Ruiz Pelegrina, em 9 de fevereiro de 1948.
Em seguida, enfoco os descendentes de João Baptista Gomes e Ana Francisca Cardoso de Mello, pais de José Joaquim Cardoso Gomes, engenheiro da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, casado com Lina Gomes Duarte e ancestrais de José Gomes Duarte, residente em Bauru, empossado vereador em 10 de janeiro de 1923, sendo reconduzido à Câmara nas duas legislaturas seguintes, na vaga de Eduardo Vergueiro de Lorena, que foi administrar a Prefeitura. José Gomes Duarte teve curta participação política, interrompida quando foi assassinado por motivos pessoais, em 11 de julho de 1929, numa disputa sobre a legitimidade de uma propriedade, disputada com seu adversário. Também foi morador em nossa cidade, pertencente ao mesmo ramo familiar de Raul Gomes Duarte, residente em Bauru, ligado à família de Azarias Ferreira Leite: Azarias Nogueira Leite, que trabalhou na Câmara Municipal de Bauru, daqui mudando tempos depois. Ele era filho de Maria da Conceição Duarte, casada com José Nogueira Leite, que foi promotor público na vizinha Piratininga. Também ferroviário pertencente aos quadros da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, foi Juvenal Armando Cardoso Gomes, casado com Alice Inez Aranha Cardoso. Ele era filho de José Eugênio Gomes e Maria Leonor Cardoso de Mello.
Político importante inscrito por Bauru, Raul Renato Cardoso de Mello, advogado e promotor em Piraju, nos primeiros anos da República tornou-se o representante da nossa região como Deputado na Câmara Federal e Senador Estadual.
Outros descendentes importantes foram: dr. Joaquim Canuto de Figueiredo Júnior, nascido em Arêas, falecendo no Rio, foi Advogado em São Paulo em 1882 e Promotor Público em Batatais. Por sua vez, nascido em 19 de agosto de 1860 em São José do Barreiro, dr. José Joaquim Cardoso de Mello Jr., advogado em 1880, Promotor Público na Capital, Juiz de Direito, Chefe de Polícia, Presidente do Banco do Estado e do Conselho Consultivo, depois de 1930. Em 1881, em São Paulo, casou com D. Adalgisa Pinto.
Dr. José Joaquim Cardoso de Mello Neto, nasceu em 19 de julho de 1883 em São Paulo, Advogado em 1905, lente catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Prefeito da Capital, Deputado Federal, Governador de São Paulo e Interventor Federal no mesmo Estado, casou com D. Celina Rodrigues Alves, filha do Conselheiro Rodrigues Alves e de D. Ana de Oliveira Borges, neta do Visconde de Guaratinguetá. Dr. Antonio Pinto Cardoso de Mello foi advogado, casado com D. Antônia Caldeira, filha de Conrado Caldeira, fazendeiro capitalista em Bebedouro. O casal teve o filho Antonio Augusto Cardoso de Mello. D. Maria Dulce Cardoso de Mello, natural de São Paulo, casada com Maércio Pereira Munhós, foi Contador da Imprensa Oficial do Estado.