(Qualquer semelhança
é mera coincidência...)
Era uma vez uma cidade que pedia socorro. A cidade estava abandonada pelo poder público que tinha o poder/dever de zelar por ela. Os serviços públicos funcionavam precariamente. O infortúnio estava em todas as áreas: estradas intrafegáveis, ruas e avenidas esburacadas, entulhos e lixo por toda parte, até mesmo no seu Centro - seu Cartão de visitas; praças nem se fale, abandonadas, esporte esquecido, educação e saúde pública não satisfaziam e demais serviços públicos deficitários. Leis, ora lei, não adiantavam, pois não havia educação de uns e fiscalização de outros, no seu cumprimento...
As promessas milagrosas que foram feitas durante as campanhas eleitorais, se transformaram em pesadelos; imaginem, havia promessas de até gerar empregos, desenvolver o município, amparar as indústrias e comércio, apoiar o esporte, estimular a cultura e elevar a qualidade de vida da população... Mas, infelizmente, foram promessas que não passaram do papel! Eram promessas, nada mais!
Em vez de pôr em prática medidas administrativas capazes de transformar as promessas, em atos benéficos para a população, havia maus tratos e perseguição, demissão e intimidação de humildes servidores que reivindicavam seus direitos; aliás, os servidores públicos sempre forma considerados vilões... O que restava da expectativa de bons resultados na administração pública? Apenas desilusão, sofrimento e falta de perspectivas.
Essa era a realidade, especialmente dos cidadãos que acreditaram nas espalhafatosas promessas de campanhas eleitorais.
Se comparadas as imagens atuais de prédios esportivos, educacionais, saúde e segurança, ruas esburacadas e mal tratadas, sob responsabilidade do poder público, a diferença é incontestável: antes eram cuidados com zelo, agora, depredados e esquecidos.
Sem a prestação de serviços de qualidade, sem oportunidade de trabalho e sem o prometido apoio, muitos cidadãos que estavam em busca de oportunidades, já que poucos podiam esperar, pois é de saber cristalino que a ociosidade e a falta de perspectivas, são campos férteis para a propagação da prática de violência e uma série de delitos, situação que o município havia atingido índices preocupantes.
Assim, com crescente omissão da administração a quem cabia o zelo da "rés públicas", ao povo não restou alternativa, senão pedir socorro!
Pediram socorro aos poucos iluminados, detentores do Poder, para que voltassem seus olhos (não só os olhos), suas atitudes no uso adequado do dinheiro público, para o bem da comunidade, incitando-os a cumprir as competências e atribuições próprias dos cargos e funções que galgaram, graças ao voto dos cidadãos.
Se postergada a execução das tarefas prometidas, para novo ciclo administrativo, estaria instalado o caos e consolidada a incompetência Administrativa. Assim, diante da inércia administrativa, os munícipes firmaram o propósito de alertar os pretensos representantes públicos, adotando como aviso prévio as sábias palavras de Abraham Lincoln: "Pode-se enganar a todos por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode enganar a todos todo o tempo". Assim, firmaram o propósito de adotar as sábias palavras, como instrumento de defesa dos cidadãos, na seleção criteriosa ao escolher seus representantes, para que a população não somente se sinta amparada, mas principalmente para que se reafirmasse a importância das escolhas a fim de que situações como aquelas não voltassem a se repetir.