Olá, caro leitor, você já pensou numa higiene mental? Se sim, que ótimo, o difícil é por onde começar? Pela dispensa, pela porta da frente, enfim, há uma necessidade, o que é mais difícil é como fazê-la?
De uns tempos pra cá, nossa saúde mental está deficitária. Há mais problemas de saúde mental que antigamente. O que seria isto? Uma falta de parâmetros ideológicos, religiosos? É difícil dizer, só se pode afirmar que há um número maior de pessoas apresentando um quadro psiquiátrico afetado.
Só na cidade de Bauru o atendimento aos bauruenses com problemas mentais dobrou, antigamente era apenas uma unidade na cidade, hoje são duas mais a infantil. O que está acontecendo? As pessoas perderam seus alicerces, suas bases, estão adoecendo em maior número. Algumas bases como família, crença espiritual e ideológicas estão sofrendo constantes ataques aos alicerces.
Politicamente não há horizontes favoráveis; religiosamente há uma exacerbada disseminação de igrejas e améns no cotidiano e nas redes sociais sem um amparo de credulidade; e por falar em redes sociais, a internet está distanciando cada vez mais as pessoas e um simples "não foi nada, a vida supera" olhando nos olhos está sendo trocada por visualizações e comentários com "emoji".
Antigamente não havia tantas pessoas com problemas de saúde mental, mas também havia mais risadas, rodas de conversa em barzinhos e "shows ao vivo". Hoje a racionalização está rotulando tudo o que há entre o céu e a terra, estamos cada vez mais doentes mais cedo, crianças na 1º infância já apresentam graus de deficiência intelectual.
Vive-se mais atualmente, mas temos que nos cuidar mais também. Afinal, se temos que fazer uma higiene mental mais completa é porque teremos usado mais nossa casa, mais visitas, mais festas, mais cômodos ocupados etc. É como eu dizia quando era mototáxi: se correr, o frio é maior; se for devagar é menor, mas demora mais.
Ou seja, mudam-se os tempos, mudam-se os costumes. E no meu caso, esquizofrênico, minha casa foi alugada comigo dentro!