A decisão do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm) em deliberar por greve da categoria a partir de terça-feira (20), às 7h, conforme decisão em assembleia na noite da última quinta (15), foi considerada prematura pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD), pois a negociação ainda estava em sua primeira fase. "Considero que foi prematura a deflagração de greve. A proposta que fizemos já foi no nosso limite financeiro, eu nem posso dar mais do que a inflação por uma questão legal, por conta do limite fiscal", afirma. O índice de 2,84% foi proposto para o salário, vale-compra e abono, que é o antigo vale-refeição dos servidores.
De acordo com o prefeito, a própria divisão em duas vezes do reajuste de 2,84% - a primeira parte agora, em março, e a outra em novembro - seria necessária para evitar que estourasse o limite legal de gastos com pessoal, de 54%. O município já está acima do limite prudencial, de 51,3%, gastando atualmente 52,56% da Receita Corrente Líquida (RCL) com salários. "Se eu desse todo o aumento agora, já passaria do limite legal, e isso impede o município de receber recursos estaduais e federais, convênios, ou seja, prejudicaria toda a população", diz. O diretor do Sinserm, Valdecir Rosa, confirma o início da greve para terça-feira, às 7h, quando serão definidos mais detalhes.
EMDURB
O prefeito Clodoaldo Gazzetta cita que a proposta oferecida envolve a Emdurb. "Nem poderia fazer uma proposta diferente, estou impedido de dar um aumento acima da inflação neste momento, seja para a prefeitura, DAE, Emdurb ou Funprev", menciona.