Tribuna do Leitor

Nota oficial do PSOL bauru

Roque José Ferreira - presidente do PSOL Bauru
| Tempo de leitura: 2 min

O Diretório Municipal do Partido Socialismo e Liberdade vem publicamente manifestar sua solidariedade aos familiares e amigos da vereadora Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes, à militância do PSOL e exigir a apuração rigorosa desse crime hediondo, que tem todas as características de execução.

A vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Pedro Gomes foram assassinados a tiros na noite desta quarta-feira no bairro do Estácio, centro do Rio.

O carro onde estava Marielle foi emparelhado por um veículo cujos ocupantes dispararam, atingindo a vereadora e o seu motorista, Anderson Pedro Gomes, que também morreu na emboscada. Os assassinos fugiram em seguida sem levar nada. O assassinado ocorreu a poucos metros de uma base de patrulhamento da PM.

Marielle Franco. Mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré, socióloga com mestrado em Administração Pública. Foi eleita vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos, e com uma larga trajetória de luta em defesa do Direitos Humanos.

No dia 28 de março foi nomeada relatora da Comissão da Câmara Municipal que acompanha a intervenção das tropas federais no RJ. No dia 10 de março a vereadora denunciou ação truculenta da PM na Favela de Acari, que fica na área de comando de um dos batalhões mais violentos do Rio de Janeiro. No dia 14 de março, Marielle foi executada a tiros.

Este assassinato demonstra mais uma vez que a intervenção militar no Rio, ao contrário de garantir segurança à população, abre as portas para a repressão generalizada e a violência contra os pobres e negros nos morros e favelas, e aos militantes dos movimentos sociais.

Nesta metade do mês de março, três atos de violência contra as mulheres nos marcaram: a agressão sofrida por uma mulher no dia 8 de março no terminal rodoviário de Bauru e praticada por um policial militar; as agressões brutais praticadas em (14/3) em São Paulo pela CGM de Doria e a PM de Geraldo Alckmin contra os servidores públicos municipais e que deixou uma professora gravemente ferida; e, à noite, Marielle executada.

A execução de Marielle é responsabilidade daqueles que aprovaram a intervenção no Rio. Todos estão com as mãos manchadas de sangue. Todos são executores e assassinos.

Neste sábado, 17 de março, tivemos ato de vigília às 9 horas para o qual foi feita a convocação de todas e todos que lutam contra a opressão. A mobilização ocorreu na Esquina da Resistência, cruzamento da rua Treze de Maio com a Batista de Carvalho.

Exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!

Marielle, sempre presente!

 

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