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Servidores rejeitam as propostas e greve está mantida

Bruno Freitas
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Bruno Freitas
Após tentar votação por cédulas, sindicato resolveu voltar ao método anterior de levantar as mãos

Em assembleia realizada na manhã de ontem, na sede do Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru e Região (Sinserm), a maioria da categoria decidiu manter a greve, que chega hoje ao seu 11.º dia. Cerca de mil trabalhadores participaram da votação, sendo que 80% ergueram as mãos, rejeitando as propostas feitas anteontem pelo governo.

No início da manhã, a diretoria do sindicato tentou conduzir a eleição de modo diferente, utilizando cédulas e carimbo no pulso para evitar possível voto repetido. A mudança, porém, não foi bem aceita pelos servidores, que solicitaram a votação como nas assembleias anteriores. Mesmo assim, teve funcionário que saiu na bronca por terem descartado as células.

Conforme o JC noticiou, o prefeito apresentou anteontem três formas de redistribuição do percentual de reposição da inflação (2,84%). A primeira proposta se baseia em 1,42% de recomposição imediata, R$ 70,00 de abono a partir de setembro, reajuste de 10% no vale-compra (de R$ 410,00 para R$ 451,00) e 100% no abono natalino. A segunda proposta oferece 1% de reajuste imediato e R$ 25,00 de abono neste mês e 1% de reposição e R$ 25,00 de abono em setembro, além do vale-compra de R$ 451,00 e abono natalino de 100%.

Por fim, foi mantida a proposta anterior, apresentada na última sexta-feira, de reposição inflacionária de 2,84% (1,42% agora e 1,42% em setembro), aumento no vale-compras de 10% (passando de R$ 410,00 para R$ 451,00) e abono natalino no vale-compras de 100%. Em todas as propostas, consta, ainda, o reajuste no valor do abono (antigo vale refeição) de R$ 350,00 para R$ 360,00. O desconto dos dias dos servidores que aderiram à greve ficou de ser negociado após o término da paralisação.

DECISÃO DO TJ

Apesar da decisão de manter os braços cruzados, a greve segue pressionada. O Tribunal de Justiça (TJ) do Estado deferiu, anteontem, liminar que exige a presença no trabalho de 70% do quadro de servidores da Educação e da Saúde.

A liminar obtida pelo Jurídico da prefeitura junto ao TJ prevê multa de R$ 5 mil diários por servidor em caso de desobediência. O Sinserm disse, ontem pela manhã, que vai se posicionar somente após notificação.

No deferimento da liminar, o desembargador designou audiência entre as partes para a próxima quinta-feira, 5 de abril, 14h30, na Capital.

Como não houve acordo ontem, a greve certamente chegará a 14 dias na segunda. No ano passado, a paralisação durou 10 dias, enquanto, em 2016, teve duração de 24 dias.

EM NÚMEROS

No final da tarde de ontem, a prefeitura divulgou mais um balanço da greve. Ao todo, são 1.127 servidores parados. Os dois setores que seguem com maior grupo de grevistas são a Educação e a Saúde. No primeiro, 837 funcionários de braços cruzados e outros 147 na Saúde.

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