| Samantha Ciuffa |
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| Dom Caetano Ferrari com criança na entrada da Catedral do Divino Espírito Santo em Sexta-Feira Santa de recepção aos devotos |
Hoje, a Igreja Católica realiza as celebrações mais importantes do seu ano litúrgico. Dentro da Semana Santa, o Sábado de Aleluia é o momento de preparação para a ressurreição de Jesus Cristo. Neste dia, o Círio Pascal - que simboliza a luz que Cristo trouxe para o mundo com sua ressurreição - será aceso.
Pároco da Catedral do Divino Espírito Santo, padre Marcos Pavan explica que a Vigília Pascal é a principal celebração do ano cristão. A missa está marcada para as 20h, com a bênção do fogo novo nas escadarias da Catedral. Com o Círio Pascal aceso, os fiéis serão convidados a entrar em procissão e será feita a renovação das promessas do batismo.
Já no Domingo de Páscoa, serão realizadas missas às 7h30, 10h e 19h para celebrar Cristo ressuscitado, encerrando a Semana Santa. "É um período para exercitamos nossa espiritualidade, para promovermos a paz, a esperança, o diálogo e o respeito. Estamos vivendo momentos tensos, de violência, disseminação do ódio, da ira e precisamos buscar este Deus que acalma nossos corações", afirma o padre, fazendo menção ao tema "Fraternidade e superação da violência" da Campanha da Fraternidade, encerrada com o Domingo de Ramos, no dia 25.
Ontem, no segundo dia do Tríduo Pascal - os três dias que antecedem a ressurreição de Cristo, as paróquias de Bauru celebraram a Paixão e morte de Jesus. "A palavra Paixão significa entrega e, nessa celebração, lembramos o maior ato de amor de Deus, que entregou seu filho para morrer na cruz, por nós", cita padre Marcos.
A Sexta-Feira Santa é o único dia em que não há missas, em respeito à morte de Cristo. "É um momento de expectativa pela ressurreição de Jesus", acrescenta. Ontem, como tradicionalmente ocorre, a celebração foi realizada às 15h, horário presumível da morte de Jesus há quase dois mil anos.
Quem presidiu a cerimônia foi dom Caetano Ferrari que, ontem, celebrou sua última Sexta-Feira Santa como bispo diocesano de Bauru, já que no dia 20 de maio será substituído por dom Rubens Sevilha. Como sempre fez em sua vida religiosa, nesta sexta-feira, recepcionou os fiéis na porta da catedral.
AMOR E FÉ
A aposentada Salete Silvério da Costa, 54 anos, que já havia se confessado mais cedo, participou, emocionada, deste momento. "O que nos move é a fé e o amor por Jesus Cristo, por tudo o que Ele fez pela gente. Não podemos esquecê-Lo nem um minuto, porque Ele é a razão da nossa vida. Quero ter sempre Jesus no meu coração e cada vez mais", diz.
Para o gerente comercial, Edmilson Padula, 49 anos, ao observar os ensinamentos e testemunhos de Jesus Cristo, a sociedade tem condições de se tornar melhor. "O sofrimento que Cristo teve para nos redimir é algo que precisa ser lembrado não apenas hoje, mas todos os dias. A instituição da Eucaristia deve ser transmita por todas as gerações, para que formemos cada vez melhores cidadãos", completa.
Você sabia
É também no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes, discípulo que teria traído Jesus Cristo. Nesta tradição popular, as pessoas costumam fazer bonecos de pano ou de outros materiais que simbolizam a figura de Judas. Depois, reúnem-se e "torturam" o boneco, simulando a sua morte das mais diferentes formas, seja enforcado em árvores ou queimado numa grande fogueira. Muitas vezes, Judas ganha outras personalidades, como é o caso de políticos.
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