| Marcelo Zambrana/Agif/AE |
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| Após mau desempenho no primeiro jogo da final, Matheus Vital teve grande atuação e foi fundamental para a conquista do título |
O título do Corinthians no Campeonato Paulista teve muitos candidatos a herói. Cássio, Rodriguinho, Balbuena e até Fábio Carille foram ressaltados. Mas o volante Ralf, o meia Mateus Vital e o lateral-esquerdo Sidcley, três jogadores que não aparecem tanto no noticiário, merecem destaque e ganharam muitos pontos com a torcida e com o treinador.
Do trio, quem mais sobressaiu na decisão - vencida pelo Alvinegro por 1 a 0 no tempo normal, com gol de Rodriguinho, e depois nos pênaltis por 4 a 3, com a estrela de Cassio, que pegou duas cobranças - foi o jovem Mateus Vital. O garoto de 20 anos foi um dos piores do Corinthians no primeiro jogo da final, recebeu críticas de Fábio Carille na entrevista coletiva e correu o risco de perder posição, mas ganhou um voto de confiança do treinador e não decepcionou.
Foi dele o passe para o gol de Rodriguinho e o menino ainda mostrou bastante personalidade com a bola no pé. "Sabia que quando viesse para o Corinthians eu iria brigar por títulos e comecei com o pé direito", comemorou o meia. "O professor (Fábio Carille) conversou comigo, passou tranquilidade e disse para eu jogar o meu futebol", completou o jogador, que deve ser mantido entre os titulares.
Quem pode ser apontado como uma revelação do Corinthians é Sidcley. Ele chegou para uma posição deficiente no elenco. Carille apostou em Juninho Capixaba e depois em Guilherme Romão e ambos decepcionaram. Mesmo cercado de desconfiança, aproveitou a oportunidade e conseguiu dar conta do lado esquerdo. Ele está emprestado pelo Atlético-PR até dezembro deste ano.
O terceiro jogador em alta é um velho conhecido do corintiano. O experiente Ralf passou a maior parte do campeonato na reserva e teve a sua importância nos bastidores, por suas palavras de apoio aos mais jovens.
Carille decidiu colocá-lo no lugar de Gabriel, que parecia intocável, e a mudança deu maior equilíbrio à marcação. "Só tenho de agradecer a todo mundo, ao meu estafe, à diretoria e à comissão técnica. Me sinto realizado e abençoado", comentou o volante.
Sem interferência
O árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza negou ontem que houve interferência externa na decisão de cancelar o pênalti assinalado ao Palmeiras na decisão do Campeonato Paulista contra o Corinthians, no último domingo (8), no estádio Allianz Parque, em São Paulo. "Quero deixar claro que não houve interferência externa. O mais importante de tudo é que a decisão foi acertada", disse o árbitro. O árbitro voltou a repetir as informações que colocou na súmula, de que a demora na marcação do lance aconteceu porque ele não conseguiu ouvir os avisos do quarto árbitro no ponto eletrônico. Por isso precisou da reunião no gramado em meio a reclamação dos jogadores de ambas as equipes.
Após a marcação inicial da penalidade, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza demorou sete minutos até tomar a decisão de anular sua decisão e mandar a partida seguir com escanteio a favor do Palmeiras. O árbitro admitiu que o que aconteceu não foi o ideal. "Foi uma arbitragem boa, tranquila até o momento desse lance, que foi o divisor de águas. Houve uma demora. Isso complica. Mas quando você está envolvido em uma decisão dessa, que pode definir o campeonato, você nem percebe que se passaram sete minutos. Não foi o ideal, mas pelo menos foi o certo", declarou.
