| Malavolta Jr. |
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| Touro foi atropelado por caminhão na Marechal Rondon, altura do acesso para a Vila Santa Luzia |
Um problema alarmante e recorrente a Bauru voltou a dar as caras nessa terça-feira (17). Um touro foi atropelado por um caminhão na rodovia Marechal Rondon (SP-300), por volta das 13h15. O acidente ocorreu próximo ao bairro Vila Santa Luzia, no quilômetro 342 mais 720 metros, sentido Bauru-Pirajuí. Apesar do risco, o motorista não se feriu. Já o animal, por conta dos graves ferimentos, precisou ser eutanasiado.
De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, o caminhão, com placas de Bauru, teve danos leves. O motorista, que estava sozinho no veículo, contou que o touro invadiu a pista e ele não teve tempo hábil de desviar.
Por se tratar de perímetro urbano, com grande fluxo de veículos neste horário, houve um breve congestionamento até que o animal fosse retirado da pista, ainda de acordo com a Polícia Rodoviária.
EUTANASIADO
O diretor da Vigilância Sanitária, Luiz Cortez, foi acionado para avaliar as condições do touro. "Quando cheguei para prestar atendimento, ele já estava inconsciente. Nesses casos, o procedimento é aplicação da anestesia e a eutanásia do animal. O atendimento foi bastante rápido e o touro foi retirado pela concessionária da via", explica.
Ainda de acordo com Cortez, não houve, mais uma vez, como identificar de onde o animal poderia ter saído até invadir a faixa. "Nós procuramos por marcas no touro que pudessem identificá-lo, mas não era marcado e estava em bom estado. Nós vamos investigar isso, mas, possivelmente, era posse de um criador clandestino", completa.
LEI RECENTE
Vale lembrar que, na tentativa de encontrar uma solução para este problema frequente em Bauru, foi aprovada pela Câmara Municipal, ainda neste mês, uma lei de autoria dos vereadores Coronel Meira (PSB) e Yasmim Nascimento (PSC). O texto proíbe a criação de cavalos, mulas, asnos, cabras, porcos, ovelhas e bois na área urbana.
Os dois parlamentares citaram a necessidade de uma lei mais rígida, para evitar maus tratos e preservar vidas, justamente por conta de colisões contra animais de grande porte, seja em ruas e avenidas, ou nas rodovias que cortam a área urbana.
A Prefeitura de Bauru tem 120 dias, ou seja, quatro meses, para regulamentar a lei. A fiscalização também será de responsabilidade do município, possivelmente com a Secretaria de Saúde, que já responde pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Vale destacar que animais de estimação como cães e gatos não serão afetados pela nova lei.
AÇÕES INTEGRADAS
A ViaRondon, responsável pelo trecho onde houve o acidente, informa que vem realizando um extenso trabalho em convênio com Centro de Recuperação e Triagem de Animais Selvagens (Ceretas), da Faculdade de Medicina Veterinária de Araçatuba (FMVA), com o intuito de reduzir o número de atropelamento de animais sobre a rodovia e evitar acidentes que podem causar danos irreparáveis.
Segundo a concessionária, comparando-se o mês de fevereiro de 2018 com o mesmo mês de 2017, a ViaRondon obteve como resultado a redução em cerca de 47% do número de acidentes, mas com animais silvestres (capivaras, cervos, tamanduá, veado, etc).
Ações de afugentamento dos animais, evitando sua permanência sobre a rodovia; sinalização implantada em locais que antecedem os pontos de maior ocorrência de atropelamento de animais silvestres, alertando aos motoristas sobre o risco de acidentes e a implantação de passagens de fauna, com telamento, para que os animais possam passar sob a rodovia sem risco de serem atropelados são algumas dos trabalhos realizados, ainda segundo a concessionária.
'BANCO DE CARCAÇAS'
Ainda sobre o atropelamento de animais silvestres, conforme o JC noticiou na semana passada, a Prefeitura de Bauru assinou um protocolo de intenções com a Concessionária Auto Raposo Tavares S.A (Cart) e a Entrevias Concessionária de Rodovias S/A para o desenvolvimento de ações conjuntas e integradas.
Uma das metas é a criação de um "banco de carcaças" inédito em todo o País. Este local funcionará no Zoológico Municipal e receberá os animais mortos atropelados, disponibilizando esse material a pesquisadores das universidades e centros de pesquisa.
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