Sou contra o exame obrigatório para o profissional exercer sua profissão. Hoje, o mais famoso é a prova da OAB. Mas outras profissões já ensaiaram e outras estão ensaiando para tornar obrigatório o exame após a conclusão do curso.
Por que sou contra? Primeiro porque a pessoa ao ingressar na universidade ou na faculdade não tem disponível com facilidade as informações sobre a escola em que vai prestar o vestibular. Segundo porque as universidades e faculdades facilitam a vida do estudante ou porque é curso noturno ou porque não querem encarar os alunos, ou porque a pressão é grande, ou por omissão e tudo o mais.
Terceiro porque não estamos ensinando aos alunos a gravidade em eles se formarem sem o conhecimento, sem a realização do estágio, sem a residência. Quarto porque nós profissionais assinamos o relatório de estágio sem que os alunos o realizem ou fazemos vistas grossas para as residências oferecidas por instituições consideradas "fracas".
Quinto porque os Conselhos Profissionais e a OAB não atuam junto às universidades e faculdades, acompanhando aquilo que seria obrigação do MEC, mas que pode ser possível ou alterando portarias ou alterando leis ajudar na formação efetiva do profissional. Sexto porque os alunos não encaram judicialmente as universidades e faculdades que pouco remuneram seus professores e acabam por contratar profissionais sem experiência de vida profissional para ministrarem aulas e poucos professores com o Curso Lato Sensus (Msc - Mestrado) que os qualificam para serem professores de ensino superior.
Podemos então observar que é um descaso completo das possibilidades de se fiscalizar as instituições escolares, sendo muito mais fácil jogar sobre o egresso a responsabilidade por não ter conquistado os conhecimentos necessários para a profissão nos bancos escolares, na residência, no estágio, daí criam artifícios para na verdade limitar o acesso do profissional à profissão e não para ter o conhecimento necessário que todos almejam.
Penso que está ocorrendo uma corrida aos lucros da atividade de educar, as quais muitas organizações internacionais estão de olho no Brasil. Assim que liquidarem o pré-sal, podem esperar, liquidarão as universidades e faculdades, tanto as públicas bem como as particulares, pois entrarão com muito dinheiro.