Política

Duplicação da Affonso Aiello começa em 1 mês

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Douglas Reis
Duplicação começa neste setor e vai até a entrada do Villaggio 1

A duplicação de quase um quilômetro da Avenida Affonso José Aiello deve começar em um mês, na região sul de Bauru. A informação foi confirmada nessa quarta-feira (25) ao JC pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) e trata-se do trecho entre o final do condomínio Paineiras e a entrada do condomínio Villaggio 1, onde vai se encontrar com a parte já duplicada. Contudo, ainda faltará outra parte, que não tem prazo para ser duplicado.

As obras fazem parte da contrapartida de dois empreendimentos aprovados naquela região, e que deverão fazer a duplicação deste trecho como medida de mitigação, apontado em Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Desta forma, não haverá custo ao município, sendo contratada diretamente pelas empresas responsáveis pelos novos empreendimentos, no caso um edifício residencial e um colégio.

Desde a gestão passada a duplicação da via é cobrada pelos moradores da região, pois em horários de pico o trânsito fica congestionado, pois esta é a única ligação direta dos condomínios Villaggio 1, 2 e 3, Ilha de Capri e Spazio Verde até a Avenida Getúlio Vargas. Agora, com a construção de mais um prédio, e ainda de novos condomínios perto da Rodovia Bauru-Ipaussú (SP-225), a situação pode se agravar se a avenida continuasse com pista simples, colocando em risco a segurança das pessoas com o aumento do tráfego de veículos.

A avenida foi construída quando os primeiros condomínios residenciais foram lançados na região, há mais de 20 anos. Naquela época, contudo, não havia a exigência desse tipo de contrapartida aos empreendedores. Depois, o trecho mais novo da via, que vai do Villagio 1 até a Rodovia Bauru-Ipaussú, já foi feita com a duplicação.

Em 2015, o movimento pela duplicação do restante da avenida ganhou força, e inclusive foi formado um Comitê Pró-Duplicação, que se reuniu na época com o ex-prefeito Rodrigo Agostinho (PSB). As conversas seguiram no ano seguinte, e algumas áreas foram desapropriadas, outras doadas por proprietários ao município. Porém, a prefeitura não teve dinheiro para fazer a obra e agora uma parte será resolvido com a contrapartida dos empreendimentos. O restante terá que aguardar por recursos do município ou novas contrapartidas.

PEDIDO

A vereadora Telma Gobbi (SD) participou da cobrança pela duplicação desde o mandato passado, levando moradores da região para conversar com o ex-prefeito. Os pedidos da parlamentar continuaram na gestão atual, durante o uso da tribuna da Câmara e em contato com a prefeitura.

No mandato passado, também houve participação do ex-vereador Arildo Lima Jr. (PSDB) nas discussões, e, neste governo, Coronel Meira (PSB) também fez o mesmo pedido. Hoje, uma reunião dos moradores da região foi agendada pelo vereador Fábio Manfrinato (PP) com o secretário de Obras, Ricardo Olivatto, e a secretária de Planejamento, Letícia Kirchner.

O prefeito Clodoaldo Gazzetta confirma que a duplicação já era uma necessidade antiga. "A vereadora Telma Gobbi vinha pedindo essa obra, porque realmente há uma demanda grande, o Meira também conversou comigo sobre isso, então agora uma parte do que falta será duplicado com essa contrapartida. Não sabemos o valor exato que será gasto porque as empresas farão a contratação diretamente, sem passar pela prefeitura neste caso", detalha.

Completa até o final

Se o trecho após a descida e a curva serão duplicados, o restante, que vai de lá até a Avenida Getúlio Vargas, não tem prazo para receber as obras. O custo é estimado entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões para essa parte restante, já incluindo as desapropriações. O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) afirma que se fosse necessário apenas fazer as obras, o município gastaria cerca de R$ 1 milhão, mas como há desapropriações, o custo é mais alto e não há previsão no Orçamento. "Vamos fazer essa obra futuramente, é um compromisso que eu assumi com essa região da cidade, vamos entregar a duplicação completa até o final do nosso mandato. Pode ser que parte seja feito com outras contrapartidas, de novos empreendimentos, ou com recursos que a gente vai buscar", finaliza.

Prefeitura aposta em contrapartidas

Com poucos recursos para novas obras, a prefeitura aposta nas contrapartidas de empreendimentos para realizar algumas das melhorias cobradas pela população. Além deste trecho da Avenida Affonso José Aiello, o restante da via pode ter o uso das contrapartidas para concluir a duplicação.

A Avenida Odilon Braga, que sai da Avenida Getúlio Vargas, na altura da Polícia Federal (PF), é outra que pode contar com o mesmo processo. A via permitirá a ligação da Getúlio Vargas a Avenida Chaim Mauad, chegando até a Alameda Octávio Pinheiro Brisolla, contornando a parte de trás do Aeroclube de Bauru. O governo municipal espera iniciar obras neste ano no local, com contrapartidas, implantada em Bauru com lei aprovada no mandato passado, de autoria de Roque Ferreira (PSOL) e Carlão do Gás (MDB), baseado no Estatuto das Cidades.

A atual gestão pretende aprimorar a legislação, definindo regras mais claras para as contrapartidas de novos empreendimentos. Em outros pontos da cidade, esse tipo de ferramenta vem sendo utilizado para o recape de ruas, instalação de semáforos, revitalização de sinalização viária, de paisagismo, e em recursos para unidades de saúde e educação.

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