O show já terminou! Vamos voltar à realidade! A vida continua e precisa mudar, para não estacionar, na contramão da realidade! Caminhar é preciso, se possível, sem deparar com esse exército de ambulantes vitalícios e outros tantos a caminho e os rebaixamentos das guias continuam!
Uma praça central (Rui Barbosa), cantada em versos e prosas, mutilada pela invasão de picaretas e marreteiros, sem contar a ocupação de nóias e andarilhos, um verdadeiro favelão!
Fruto de uma reforma ilusionista!
Cruzamentos centrais e próximos à rodoviária, ponto turístico, de limpadores de carro e malabares, sem contar os pedintes profissionais e, agora, os garçons, comercializando água mineral, um verdadeiro portal de boas-vindas!
Fachadas pichadas, prédios abandonados, lixo espalhado por toda região central, fruto da supremacia de andarilhos e desocupados! Praça Machado de Mello, um verdadeiro oásis no centro da ocupação do vazio e ainda falam em palácio das artes!
Uma cidade de invasões rurais e urbanas, de sem terra a sem teto, do Deus dará, pois todos têm o direito de ir e vir, menos você, e ainda falam em limites!
Parece-nos uma nau à deriva e as empresas voando, procurando outros ninhos e a chuva, heim!? Cai a energia e o povão, com a vela na mão, sem lenço nem documento, entregando currículo vitalle, esperando o milagre da nova oportunidade!
O tempo e o limite passam, voam e o pensar, não pode hibernar nas promessas, precisa ser realidade.