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Reajuste do Bolsa Família é de 5,67%

Talita Fernandes
| Tempo de leitura: 4 min

Marcos Corrêa/PR 
Presidente teve nessa segunda (30) reunião sobre o Panorama Econômico do Brasil com os ministros da área

O governo anunciou nessa segunda-feira (30) um reajuste médio de 5,67% no Bolsa Família. O percentual de aumento foi divulgado por meio de nota, divulgada pelo Ministério de Desenvolvimento Social.

Segundo o ministério, o novo valor será pago a partir de julho e vai passar de R$ 177,71 para cerca de R$ 187,79. O valor fica um pouco acima da inflação acumulada entre julho de 2016, data do último reajuste, a março deste ano. A nota menciona que o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do período foi de 4,01%.

Com isso, o Poder Executivo prevê um aumento de R$ 684 milhões no orçamento do programa para 2018.

Mais cedo, o Palácio do Planalto divulgou um vídeo em que o presidente Michel Temer afirmava que havia autorizado reajuste ao Bolsa Família, mas não falava em valores.

De acordo com a assessoria de imprensa do governo, o valor do reajuste deve ser divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelo programa.

A mensagem presidencial foi gravada na sexta-feira, foi  transmitida na noite desta segunda (30) em pronunciamento pelo Dia do Trabalho, mas foi publicada nas redes sociais de Temer no fim da tarde.

"Enquanto alguns passam o dia criticando, a gente passa o dia trabalhando. E nessa data especial, o país agradece a quem faz,a quem produz e a quem realiza", afirma Temer no vídeo que dura pouco mais de quatro minutos.

O presidente aproveitou o discurso para sair em defesa de seu governo, e pediu que aqueles que procuram emprego "não percam a esperança".

Temer diz que a data de 1º de maio não é dia para comemorações, mas para "reflexões". "Você tem feito a sua parte. Você tem acordado cedo, se dedicado, se empenhado, e do lado de cá nós também estamos trabalhando duro."

VIAGEM CANCELADA

Palácio do Planalto divulgou nota oficial ontem justificando a decisão do presidente Michel Temer de desistir de viagem internacional que faria na próxima semana ao Sudeste Asiático. 

De acordo com o texto, o cancelamento se deu "unicamente porque, tendo em vista o calendário eleitoral, a ausência do chefe de governo do país, neste momento, obrigaria os presidentes da Câmara e do Senado a também deixarem o território nacional simultaneamente, prejudicando votações importantes ao país".

Temer tem ainda pelo menos mais duas viagens programas para o exterior até o fim do ano. Em junho ele deve ir à África do Sul, onde será realizada a Cúpula dos Brics, e em setembro, aos Estados Unidos, para participar da Assembleia Geral da ONU.

Entre as votações importantes, a Presidência da República menciona um projeto de lei que autoriza um recurso extra de R$ 1,3 bilhão no orçamento deste ano para cobrir as despesas de um calote dado no Brasil pela Venezuela e Moçambique, no valor de R$ 1,5 bilhão. Com o calote, o Brasil será classificado como inadimplente, o que fará com que o BNDES e bancos privados acionem o Fundo Garantidor de Exportações.

Sem o pagamento, cabe ao governo federal pagar os valores devidos ao BNDES e a bancos privados por financiar exportações ao vizinho, principalmente obras da Odebrecht no metrô de Caracas e de Los Teques.

Está marcada para amanhã sessão do Congresso para aprovação desse montante. Nos bastidores, o governo admite que terá dificuldade em reunir o quorum para votar o projeto, já que com o feriado do Dia do Trabalho, hoje, a tendência é de que muitos parlamentares não venham a Brasília.

Beltrame: impacto do Bolsa Família é de R$ 684 mi este ano

O ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, disse que o reajuste do Bolsa Família, autorizado ontem pelo presidente Michel TEmer e que entra em vigor na folha do mês de julho, vai trazer um impacto estimado para este ano é de R$ 684 milhões.

Com a decisão de dar aumento real aos beneficiários do Bolsa Família, os técnicos da área econômica terão agora que fazer os cálculos para acomodar o custo do reajuste dentro do Orçamento deste ano.

O principal obstáculo a um reajuste maior que a inflação era justamente o impacto sobre as despesas do governo, que já estão bloqueadas devido à possibilidade de frustração de receitas com a privatização da Eletrobras e também tem a limitação do teto de gastos.

O último reajuste do Bolsa Família foi anunciado em junho de 2016, logo após a posse do presidente Michel Temer, com aumento de 12,5%.

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