Bairros

Como estão os locais de Bauru que remetem à Copa?

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 15 min

Samantha Ciuffa
Situação atual do endereço que abrigava a 'Casa do Pelé'; na época da demolição, cogitava-se que o terreno que daria espaço a um prédio residencial

Samantha Ciuffa
Praça homenageia a conquista do Penta; local foi inaugurado em 2003 e receberá nova pintura

 

 

Muita gente não imagina, mas Bauru guarda grandes relações com a Copa do Mundo. Além de ter sido um dos berços de Pelé, que jogou pelo antigo Bauru Atlético Clube (BAC) - onde o rei despontou até fazer fama no Santos -, a cidade sempre foi palco de intensas comemorações dos torcedores, desde o primeiro título mundial, em 1958, até o último, em 2002. Por aqui, o nome de um bairro surgiu para homenagear o Tri e até uma praça foi construída pela Prefeitura Municipal para rememorar a conquista do Penta.

Com a aproximação do campeonato mundial, que ocorre de 14 de junho a 15 de julho, o JC Nos Bairros percorreu locais da cidade que rementem à Copa para saber a condição da preservação desta memória.

A edição também traz um levantamento histórico das páginas do JC que noticiaram as conquistas dos títulos mundiais. E a história de torcedores moradores do município que se consideram fanáticos pela Seleção Brasileira.

LOCAIS

Localizada na rua Matilde Fraga Moreira de Almeida, entre as quadras 07 e 08, na região do bairro Alto Paraíso, a Praça do Penta, inaugurada em 27 de dezembro de 2003 pelo ex-prefeito Nilson Costa, possui um monumento representando as cinco estrelas do penta. O local também abriga cinco jardins em formato de estrela. Apesar de sofrer com o vandalismo, assim como ocorre com a maioria das praças públicas, o local possui moradores que se tornaram espécie de guardiões (leia mais na próxima página).

Na década de 70, a Câmara Municipal de Bauru acatou o pedido de um vereador e concedeu o nome de Jardim Guadalajara a uma nova área do município. Guadalara é uma cidade do México em que o Brasil venceu de forma invicta todos os adversários durante a conquista do Tri.

Em janeiro de 2018, o viaduto que abriga os trilhos da antiga Fepasa, na quadra 4 da avenida Nações Unidas, ganhou desenhos nos dois sentidos com a imagem de Pelé, o Rei do Futebol. A inciativa foi desenvolvida por servidores da Secretaria de Administrações Regionais (Sear) e também pela empresa Bauru Painéis, sem custo para o município, como forma de melhorar o aspecto visual do local, que sofria com pichações e vandalismo. A ideia parece ter dado certo! O trabalho permanecia intacto até a última quarta-feira, segundo apurou a reportagem.

Marcele Tonelli
Em janeiro deste ano, o viaduto da quadra 4 da avenida Nações Unidas, que abriga trilhos da antiga Fepasa, recebeu arte em homenagem a Pelé

'Casa do Pelé'

Quioshi Goto/ JC Imagens
Fotografia de 2014 mostra imóvel conhecido como "Casa do Pelé", na rua Sete de Setembro, em Bauru, onde os pais dele moraram; a casa foi demolida em 2015, terminando de vez com a expectativa do município de tombar e transformar o local em um museu do esporte

Muita gente não imagina, mas Bauru guarda grandes relações com a Copa do Mundo. Além de ter sido um dos berços de Pelé, que jogou pelo antigo Bauru Atlético Clube (BAC) - onde o rei despontou até fazer fama no Santos -, a cidade sempre foi palco de intensas comemorações dos torcedores, principalmente nas conquistas do mundial, em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Por aqui, o nome de um bairro surgiu para homenagear o Tri e até uma praça foi construída pela prefeitura para rememorar a conquista do Penta.

Com a aproximação do campeonato mundial, que ocorre de 14 de junho a 15 de julho, o JC nos Bairros percorreu locais da cidade que rementem à Copa para saber a condição da preservação desta memória.

A edição também traz um levantamento histórico das páginas do JC que noticiaram as conquistas dos títulos mundiais. E a história de torcedores moradores do município que se consideram fanáticos pela Seleção Brasileira de Futebol.

LOCAIS

Localizada na rua Matilde Fraga Moreira de Almeida, entre as quadras 7 e 8, na região do bairro Alto Paraíso, a Praça do Penta, inaugurada em 27 de dezembro de 2003 pelo ex-prefeito Nilson Costa, possui um monumento representando as cinco estrelas do penta. O local também abriga cinco jardins em formato de estrela. Apesar de sofrer com o vandalismo, assim como ocorre com a maioria das praças públicas, o local possui moradores que se tornaram espécie de guardiões (leia mais na próxima página) do local.

Na década de 1970, a Câmara Municipal acatou o pedido do então vereador Alonso Campoi e concedeu o nome de Jardim Guadalajara a uma nova área do município. Guadalajara é uma cidade do México onde o Brasil venceu de forma invicta todos os adversários durante a conquista do Tri.

Em janeiro de 2018, o viaduto que abriga os trilhos da antiga Fepasa, na quadra 4 da avenida Nações Unidas, ganhou desenhos nos dois sentidos com a imagem de Pelé, o Rei do Futebol. A inciativa foi desenvolvida por servidores da Secretaria de Administrações Regionais (Sear) e também pela empresa Bauru Painéis, sem custo para o município, como forma de melhorar o aspecto visual do local, que sofria com pichações e vandalismo. A ideia parece ter dado certo. O trabalho permanecia intacto até a última quarta-feira, segundo apurou a reportagem.

Praça do Penta é cuidada por guardião

Malavolta Jr.
Bairro homenageia cidade do México

Samantha Ciuffa
Primavera exuberante na Praça do Penta sendo polinizada por abelha

Nas mãos cansadas de quem trabalhou a vida toda com a agricultura, um regador. Seo Tadayoshi Hiratuka tem 82 anos, mas esbanja disposição e cidadania. Todos os dias, ele frequenta a Praça do Penta, na Vila Alto Paraíso, seja para regar, adubar, plantar novas espécies ou podar as plantas já existentes. O trabalho se tornou tão rotineiro que a vizinhança o reconhece como uma espécie de guardião do espaço.

"Faço isso para cuidar e deixar o local bonito, é uma forma de retribuir à natureza tudo o que ela me proporcionou a vida toda. Criei meus oito filhos trabalhando na agricultura", diz seo Hiratuka.

Quanto à torcida pelo Hexa, o morador que zela pela Praça do Penta é enfático. "Gosto do futebol, mas confesso que tenho torcido mais pelo fim da miséria e por uma educação de qualidade", cita.

E a boa ação se torna ainda mais dificultosa à medida que a praça, que foi inaugurada em 2003, não possui sequer uma torneira para ajudar na rega diária.

"Pedi para um vereador, ele disse que ia ajudar, mas até agoira nada. Temos (ele e a esposa) levado água de casa pra molhar tudo, porque senão as flores morrem. Dá um trabalhão", reforça o idoso.

CONTRA O VANDALISMO

O cuidado e zelo que a família de seo Hiratuka tem com a Praça do Penta, no entanto, parece travar uma luta contra o vandalismo. As marcas de pichações no monumento que faz alusão ao penta, bem ao centro do local, transparece a situação.

Moradores das imediações reclamam ainda da falta de iluminação do espaço à noite, o que acabaria colaborando para a presença de usuários de droga ali.

"O playground que tinha foi destruído e a prefeitura acabou arrancando de lá. A praça fica mal frequentada à noite, só não é pior porque o pessoal do artesanato faz feira e os evangélicos festinha para as crianças, de vez em quando", opina a moradora Terezinha Maurício.

Questionada sobre o problema, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente disse que irá pintar a praça até o início da Copa do Mundo, no próximo mês.

Em nota, a prefeitura diz ainda que a divisão de iluminação da Secretaria de Obras vistoriará o espaço à noite para identificar as necessidades do local.

Samantha Ciuffa
Espécies florescem em meio aos cuidados da família de seo Hiratuka

Samantha Ciuffa
Zelo: Tadayoshi Hiratuka rega primaveras que plantou para embelezar a Praça do Penta

Samantha Ciuffa
Monumento que simboliza a última vitória do Brasil na Copa, em 2002, foi inaugurado cerca de um ano depois

   Na torcida pelo Hexa!

Mas será que os moradores que residem em frente à Praça do Penta são torcedores da Seleção Brasileira ou estão realmente animados para a Copa 2018?

O funcionário público aposentado Marcos Alberto Carrapato, 51 anos, e seu filho Murilo Carrapato, 11 anos, não escondem que estão ansiosos para assistirem aos dias de disputa do Brasil.

"Mas seria melhor se o País não estivesse afundado em corrupção. Podemos até conquistar o Hexa, mas carecemos de coisas básicas. Isso faz com que o campeonato seja mais triste", contrasta Marcos, com a camisa de Seleção nas mãos ao lado do filho que segura coleção de álbuns da Copa.

Para  Marcos, morar tão próximo à Praça do Penta, que guarda o único monumento público que homenageia a Seleção e a Copa de fato na cidade, é motivo de orgulho. "Mas já foi mais, antes a praça chamava a atenção dos amigos e familiares que nos visitavam. Hoje, ela está um pouco largada...", acrescenta o morador.

Nos dias de jogos, ele conta que é comum os moradores do local comemorarem as vitórias estourando fogos na praça.

Jardim Guadalajara guarda relações com Copa

Malavolta Jr.
Avenida principal do Jardim Guadalajara, bairro que homenageia cidade do México que abrigou o Brasil na Copa de 1970

Samantha Ciuffa
Prontos para torcer: moradores em frente à Praça do Penta, pai e filho, Marcos Alberto Carrapato e Murilo Carrapato, mostram a camisa e os álbuns da Copa completos

Nas mãos cansadas de quem trabalhou a vida toda com a agricultura, um regador. Seo Tadayoshi Hiratuka tem 82 anos, mas esbanja disposição e cidadania. Todos os dias, ele frequenta a Praça do Penta, na Vila Alto Paraíso, seja para regar, adubar, plantar novas espécies ou podar as plantas já existentes. O trabalho se tornou tão rotineiro que a vizinhança o reconhece como uma espécie de guardião do espaço.

"Faço isso para cuidar e deixar o local bonito, é uma forma de retribuir à natureza tudo o que ela me proporcionou a vida toda. Criei meus oito filhos trabalhando na agricultura", diz seo Hiratuka.

Quanto à torcida pelo Hexa, o morador que zela pela Praça do Penta é enfático. "Gosto do futebol, mas confesso que tenho torcido mais pelo fim da miséria e por uma educação de qualidade", cita.

E a boa ação se torna ainda mais dificultosa à medida que a praça, que foi inaugurada em 2003, não possui sequer uma torneira para ajudar na rega diária.

"Pedi para um vereador, ele disse que ia ajudar, mas até agora nada. Temos (ele e a esposa) levado água de casa para molhar tudo, porque senão as flores morrem. Dá um trabalhão", reforça o idoso.

CONTRA O VANDALISMO

O cuidado e zelo que a família de seo Hiratuka tem com a Praça do Penta, no entanto, parece travar uma luta contra o vandalismo. As marcas de pichações no monumento que faz alusão ao penta, bem ao centro do local, transparece a situação.

Moradores das imediações reclamam ainda da falta de iluminação do espaço à noite, o que acabaria colaborando para a presença de usuários de drogas ali.

"O playground que tinha foi destruído e a prefeitura acabou arrancando de lá. A praça fica mal frequentada à noite, só não é pior porque o pessoal do artesanato faz feira e os evangélicos, festinha para as crianças, de vez em quando", opina a moradora Terezinha Maurício.

Questionada sobre o problema, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente disse que irá pintar a praça até o início da Copa do Mundo, no próximo mês.

Em nota, a prefeitura diz ainda que a divisão de iluminação da Secretaria Municipal de Obras vistoriará o espaço à noite para identificar as necessidades do local.

Na Vila Guedes de Azevedo, o veterano de sete Copas!

Marcele Tonelli
Imagem desta semana da avenida Getúlio Vargas, que continua palco das comemorações das vitórias no futebol brasileiro; Emdurb já estuda o local prevendo alterações viárias provocadas pelas comemorações da Copa com intuito de evitar trânsito e acidentes

JC/Reprodução
É penta: Capa do Jornal da Cidade anuncia o quinto título mundial da Seleção Brasileira, em 2002

Marcele Tonelli
Reynaldo José Grava não viajará para a Rússia, mas guarda com carinho recordações das sete Copas 

México 1970, Espanha 1982, Estados Unidos 1994, França 1998, Alemanha 2006, África do Sul 2010, Brasil 2014. Com sete Copas do Mundo em seu currículo de torcedor, o aposentado Reynaldo Grava, um dos mais apaixonados torcedores da Seleção e morador de Bauru, comemora a chegada da edição 2018 do campeonato.

Bandeiras, camisetas, chaveiros, canetas, estatuetas e mochilas. Todos os objetos comprados ao longo de suas jornadas internacionais em prol da Seleção já estão a postos em uma sala da casa dele. E não só para demonstrar para a reportagem sua adoração pelo time brasileiro. "Já estou em clima de Copa mesmo", fecha questão seo Reynaldo, 82 anos.

Apelidado pelos amigos de Zagallo, o veterano das sete Copas, contudo, diferentemente dos últimos anos, não viajará para Rússia.

"Estou muito triste com isso, a família não autorizou desta vez, e eu respeito. Minha diabetes tem complicado um pouco as coisas", explica.

"Mas não deixarei nunca de torcer. Vamos reunir a família em casa para assistir juntos aos jogos pela TV e festejar. Acredito que o coração vai bater forte do mesmo jeito, só não terá a emoção do campo", acrescenta seo Reynaldo, que é morador da Vila Guedes de Azevedo há mais de três décadas.

VIAGEM GARANTIDA

Enquanto isso, pela primeira vez, Luiz Carlos Gonçalves Filho, promotor e professor universitário, se prepara para curtir sua primeira Copa fora do Brasil. Acompanhado pela família e por um casal de amigos, ele, que sempre assistiu em casa ou no Bauru Tênis Clube (BTC) às partidas, viaja para a Rússia para assistir aos jogos da segunda quinzena do campeonato.

No dia 6 de julho, a disputa será em Cazã, no dia 10 de julho, em São Petesburgo, e em 11 de julho, em Moscou.

"Esta última data será a da segunda semifinal. Pelo amor de Deus, o Brasil tem que ganhar (risos). Queremos ver a Seleção lá", diz Luiz Carlos Filho.

Marcele Tonelli
Grava mostras passagens das últimas copas na qual acompanhou a seleção

Edições históricas do JC recordam a Copa em Bauru

Marcele Tonelli
Jornalista Leonardo de Brito mostra o Mini JC, produzido especialmente para informar sobre o desempenho do Brasil na Copa de 2002; o encarte era entregue à população nas ruas da cidade poucas horas após cada partida da Seleção. O projeto envolveu dezenas de jornalistas e diagramadores do JC

JC/Reprodução
Edição de 23 de junho de 1970 do Jornal da Cidade traz a repercussão e os festejos do Tri, que ocorriam na avenida Rodrigues Alves

JC/Reprodução
Capa do JC noticia a perda trágica da Seleção por 7 a 1

Em agosto de 1967 nascia o Jornal da Cidade, portanto, o primeiro título mundial do Brasil na Copa do Mundo noticiado pelo JC foi em junho de 1970. A final aconteceu em um domingo e, na época, como não havia edições às segundas-feiras, o feito da vitória foi repercutido na edição do dia 23 de junho, uma terça-feira, e trouxe a informação dos festejos em Bauru e no Brasil. A celebração dos torcedores na cidade ocorreu nas imediações da Batista de Carvalho, na rua Primeiro de Agosto e na avenida Rodrigues Alves, que teve até um palanque montado e reuniu autoridades do município.

Na época, os clubes da cidade também chegaram a improvisar bailes carnavalescos para comemorar o título.

"Antes, em 1958, me lembro que as comemorações também ocorriam no Bar Crystal, que ficava na esquina das ruas Primeiro de Agosto e Rio Branco. Era um bar reduto dos esportistas. Em 1962, a avenida Rodrigues Alves já recebia mais público", detalha o jornalista Luciano Dias Pires.

Entre as edições marcantes do Jornal da Cidade na Copa também estão as de junho de 2002. Na época, uma estrutura com dezenas de jornalistas e diagramadores foi montada especialmente para a produção de um informativo, chamado Mini JC, que trazia o desempenho da Seleção Brasileira na Copa poucas horas após os jogos. "O exemplar era entregue gratuitamente à população nas ruas da cidade", lembra o jornalista esportivo e colunista do JC Leonardo de Brito.

Avenidas da torcida

México, 1970; Espanha, 1982; Estados Unidos, 1994; França, 1998; Alemanha, 2006; África do Sul, 2010; Brasil, 2014. Com sete Copas do Mundo em seu currículo de torcedor, o aposentado Reynaldo Grava, torcedor apaixonados e morador de Bauru, comemora a chegada da edição 2018 do campeonato.

Bandeiras, camisetas, chaveiros, canetas, estatuetas e mochilas. Todos os objetos comprados ao longo de suas jornadas internacionais em prol da Seleção Brasileira já estão a postos em uma sala da casa dele. E não só para demonstrar para a reportagem sua adoração pelo time brasileiro. "Já estou em clima de Copa mesmo", fecha questão seo Reynaldo, 82 anos.

Apelidado pelos amigos de Zagallo, o veterano das sete Copas, contudo, diferentemente dos últimos anos, não viajará para Rússia. "Estou muito triste com isso, a família não autorizou desta vez, e eu respeito. Minha diabetes tem complicado um pouco as coisas", explica. "Mas não deixarei nunca de torcer. Vamos reunir a família em casa para assistir juntos aos jogos pela TV e festejar. Acredito que o coração vai bater forte do mesmo jeito, só não terá a emoção do campo", acrescenta seo Reynaldo, que é morador da Vila Guedes de Azevedo há mais de três décadas.

VIAGEM GARANTIDA

Enquanto isso, pela primeira vez, Luiz Carlos Gonçalves Filho, promotor e professor universitário, se prepara para curtir sua primeira Copa fora do Brasil. Acompanhado pela família e por um casal de amigos, ele, que sempre assistiu em casa ou no Bauru Tênis Clube (BTC) às partidas, viaja para a Rússia para assistir aos jogos da segunda quinzena do campeonato.

No dia 6 de julho, a disputa será em Cazã, no dia 10 de julho, em São Petesburgo, e em 11 de julho, em Moscou. "Esta última data será a da segunda semifinal. Pelo amor de Deus, o Brasil tem que ganhar (risos). Queremos ver a Seleção lá", diz Luiz Carlos Filho.

 

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