Tribuna do Leitor

Noites de um Sarau

Rafael Ramos Teixeira (Historiador)
| Tempo de leitura: 1 min

O horário é as 19h, na Nações com a Duque, e eu chego as 18h30 para não perder nada. Está frio, mas o calor humano das apresentações aquece qualquer coração ao relento, inclusive os de três andarilhos que se aproximam para prestigiar, onde se encontrará poesia, discurso e rap.

Uma atração de São Paulo se apossa do microfone e começa com seus versos e rimas e é aplaudido, assim se vai um após outro. São poetas marginais, ou melhor, poetas livres, fora do circuito comercial. Há rappers, militantes políticos e público curioso.

Um garoto e uma garota trans assumem, relatam suas vidas e angústias, depois um raper, um outro poeta e até o andarilho que já estava lá antes de todo mundo pegou o microfone.

A hora foi passando e as apresentações se findando. E eu refletindo: como é encantador as manifestações que afloram do povo para o povo, de adolescente para adolescente, de negro para negro.

E é sob um viaduto ("Sarau do Viaduto") que acontecem tais milagres.

 

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