Leandro Karnal dizendo "eu não tenho facilidade com línguas, eu estudei muito!" e M. S. Cortella falando "eu não tenho o dom da palavra, eu treinei foi muito!" são exemplos de franca negação do potencial genético individual e, até, de desconhecimento da gradação natural de inteligência linguística na humanidade.
Ora, Karnal e Cortella são muito estudiosos e trabalhadores, sem dúvida! Têm mérito! Porém, têm muito mais o privilégio natural mesmo. Ganharam uma inteligência, inata, acima da média. Memória, atenção e síntese especiais.
Porém, decerto não são gênios! Mas, tal como Leonardo da Vinci não era apenas um trabalhador incansável, e sim um dos maiores superdotados da História, também os intelectuais de hoje têm um acaso bem favorável. Enfim, não são explicáveis apenas pela virtude do treino, mas especialmente por sorte de berço.