| Samantha Ciuffa |
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| Sérgio mostra primeiro livro de seus projetos; ao fundo, projeto do Floratta Altos das Nações |
O arquiteto, urbanista e paisagista conceituado no mercado, Sérgio Santana trouxe a experiência adquirida em seus mais de 40 anos de carreira para o novo empreendimento do Grupo Caetano, o Floratta Altos das Nações.
Para o pré-lançamento do residencial, o qual assina como arquiteto e paisagista, Sérgio esteve em Bauru e no Café com Política do Jornal da Cidade, ao lado dos empreendedores. O profissional também assina grandes projetos de paisagismo no Brasil, como a Vila Panamericana e o Boulevard do Panamericano no Rio de Janeiro.
Ele morou 20 anos nos Estados Unidos, onde se formou e trabalhou. Agora, no Brasil, realiza projetos em diversos lugares do País. "Há um ano e meio, completei 2 mil projetos somente no Brasil. São 42 anos de trabalho e um livro, com projetos e os desenhos originais deles. Estou trabalhando no segundo livro que começará com os desenhos e terminará nos projetos e ainda pretendo fazer um terceiro, um mais macro, falando de planejamento urbano em cidades", comenta.
| Samantha Ciuffa |
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| Sérgio Santana também assina grandes projetos de paisagismo no Brasil, como a Vila Panamericana e o Boulevard do Panamericano no Rio de Janeiro |
| Divulgação |
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| Projeto do Floratta Altos das Nações |
O paisagismo assinado por Sérgio Santana traz como principal diferencial o uso dos conceitos de sustentabilidade tanto no paisagismo quanto no desenho urbano. "Tem muito paisagista que entra nisso porque gosta de planta. Eu gosto de planta, mas gosto mais do meio ambiente. Eu tenho mais interesse na qualidade de vida", ressalta. "Todo o meu trabalho é com base no contexto. Em minha modesta opinião, essa é uma palavra com a qual muitos arquitetos do Brasil não trabalham. Fazem coisas maravilhosas, mas fora de contexto. Um exemplo de arquitetura contextual é o Masp, em São Paulo."
Sérgio também teve importantes experiências e aprendizados com grandes profissionais, como o arquiteto e paisagista Roberto Burle Marx, de quem foi estagiário e amigo pessoal. "O que mais me impressionava nele não é nem o paisagismo que ele fazia, mas a postura conceitual. Tive influência grande dessa postura conceitual."
Sérgio também comentou sobre o Floratta Altos das Nações. Segundo ele, o novo empreendimento do Grupo Caetano, no qual está trabalhando, é um importante passo para Bauru. "A cidade cresce e vai atrás de catalizadores com chances de polarizar e dar crescimento a ela. Esse empreendimento é um catalizador para uma boa qualidade. Acredito que este seja um grande passo positivo para Bauru, com efeito a longo prazo e ser seguido por uma série de coisas boas. Esse empreendimento é uma âncora de desenvolvimento no Altos da Cidade", destaca.
PAISAGISMO
Com este empreendimento, Bauru acompanha um movimento notado em todo o Brasil. De acordo com o arquiteto e paisagista, os clientes estão percebendo, cada vez mais, que a paisagem é um elemento fundamental nos empreendimentos. "A paisagem, o que chamam de área verde, é, talvez, o elemento de maior custo benefício para os meu clientes. Eu faço o desenho urbano e o paisagismo integrado e tento no layout da rua ter pontos de paisagem. Um dos princípios do meu trabalho é lidar com o que o terreno nos dá. É feito todo um trabalho de análise de topografia e do movimento da água no terreno para alterar o mínimo", destaca. "Muitas vezes, começo o projeto pelo inverso. Tento corrigir o terreno. Corrijo pequenos pontos de nivelamento e sigo com o projeto a partir dali. Para mim, paisagem é a palavra mais bonita que tem, pela sua abrangência, porque você põe o limite onde quiser", conclui.


