Tribuna do Leitor

Prisão domiciliar para Lula

Mara Montezuma Assaf
| Tempo de leitura: 2 min

Com muita ênfase Lula, em 2009, tomou as dores de José Sarney, então presidente do Senado, que estava sendo acusado de usar atos secretos para nomear parentes na Casa. Criticou o que chamou de processo de denuncismo, e com todas as letras enfatizou: ... "Penso que ele (Sarney) tem história suficiente para que não seja tratado como pessoa comum".

Este é o mesmo raciocínio que está sendo engendrado, pasmem, por integrantes do Supremo Tribunal Federal com relação a Lula, preso há apenas dois meses em Curitiba.

Aparentemente condoídos com o homem que rapou o tacho Brasil em prol de si mesmo, do PT e de todo o rol de países amigos adeptos do bolivarianismo, pretendem agora uma solução "meio-termo" no julgamento que vai analisar uma nova tentativa de Lula para ser solto: querem transferi-lo de Curitiba para seu apartamento em São Bernardo do Campo, onde certamente poderá contar com o carinho de amigos, familiares, políticos e baba-ovos em geral, que tanto bem fazem ao seu ego superestimulado e de onde ele poderá continuar a se imiscuir na política brasileira. Para tanto, o STF terá que passar por cima da Constituição para conceder esta benesse espúria para Lula, pois segundo seu artigo 5º, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

Ou será que se deixarão levar pelo artigo 1 da lei de Lula que diz que ele, pela sua história, não deve ser tratado como pessoa comum?

Justamente por tudo que Lula poderia ter feito de bem para o Brasil e não fez, e pelo mal imenso que causou fomentando a maior crise de corrupção jamais vista no mundo, é que Lula tem que ser tratado com todo o rigor da lei, sem atenuantes ou soluções meio-termo.

O Supremo Tribunal Federal não pode encabeçar esta proposta sob pena de ser o responsável por criar um ponto alto no descrédito e insatisfação crescentes que esta instituição vem sofrendo diante da opinião pública. Daí para frente, tudo será válido...

 

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