Com muita ênfase Lula, em 2009, tomou as dores de José Sarney, então presidente do Senado, que estava sendo acusado de usar atos secretos para nomear parentes na Casa. Criticou o que chamou de processo de denuncismo, e com todas as letras enfatizou: ... "Penso que ele (Sarney) tem história suficiente para que não seja tratado como pessoa comum".
Este é o mesmo raciocínio que está sendo engendrado, pasmem, por integrantes do Supremo Tribunal Federal com relação a Lula, preso há apenas dois meses em Curitiba.
Aparentemente condoídos com o homem que rapou o tacho Brasil em prol de si mesmo, do PT e de todo o rol de países amigos adeptos do bolivarianismo, pretendem agora uma solução "meio-termo" no julgamento que vai analisar uma nova tentativa de Lula para ser solto: querem transferi-lo de Curitiba para seu apartamento em São Bernardo do Campo, onde certamente poderá contar com o carinho de amigos, familiares, políticos e baba-ovos em geral, que tanto bem fazem ao seu ego superestimulado e de onde ele poderá continuar a se imiscuir na política brasileira. Para tanto, o STF terá que passar por cima da Constituição para conceder esta benesse espúria para Lula, pois segundo seu artigo 5º, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.
Ou será que se deixarão levar pelo artigo 1 da lei de Lula que diz que ele, pela sua história, não deve ser tratado como pessoa comum?
Justamente por tudo que Lula poderia ter feito de bem para o Brasil e não fez, e pelo mal imenso que causou fomentando a maior crise de corrupção jamais vista no mundo, é que Lula tem que ser tratado com todo o rigor da lei, sem atenuantes ou soluções meio-termo.
O Supremo Tribunal Federal não pode encabeçar esta proposta sob pena de ser o responsável por criar um ponto alto no descrédito e insatisfação crescentes que esta instituição vem sofrendo diante da opinião pública. Daí para frente, tudo será válido...