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Copa do Mundo: Homem de confiança


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O técnico Tite já tem definido o seu mais novo capitão. Trata-se de Miranda, que voltará a vestir a braçadeira no duelo decisivo de hoje, com a Bélgica, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Essa será a quinta vez que o zagueiro irá liderar o time canarinho, batendo um recorde desde que o treinador do Brasil assumiu o comando, há dois anos.

Miranda já havia sido capitão da Seleção Brasileira no confronto com a Sérvia, pela última rodada da fase de grupos do Mundial. Na ocasião, o time canarinho corria o risco de ficar de fora do torneio em caso de derrota, e a liderança do defensor em um jogo decisivo, como será o de hoje, contribuiu para que a equipe saísse de campo com um resultado positivo.

Ninguém atuou mais vezes como capitão que Miranda na "Era Tite". O zagueiro foi quem vestiu a braçadeira na estreia do treinador no cargo, contra o Equador, em Quito, pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Depois, Miranda ainda liderou a equipe contra o Uruguai, também pelo torneio qualificatório para a Copa do Mundo, contra a Áustria, em amistoso preparatório para o Mundial, e, por último, contra a Sérvia.

Nesta Copa do Mundo, o lateral-esquerdo Marcelo foi o capitão da Seleção Brasileira na estreia, contra a Suíça. Depois, coube a Thiago Silva liderar a equipe contra a Costa Rica. Nas oitavas de final, o zagueiro do Paris Saint-Germain voltou a vestir a braçadeira.

LUKAKU

A Seleção Brasileira sofreu apenas um gol nesta Copa do Mundo, com Miranda atuando ao lado de Thiago Silva na zaga. Escolhido para ser o capitão do time canarinho contra a Bélgica, pelas quartas de final da Copa do Mundo, o defensor está atento ao forte ataque adversário, mas alertou que há muito mais com o que se preocupar além de Romelu Lukaku.

O atacante belga é um dos artilheiros desse Mundial, com quatro gols. Atrás apenas de Harry Kane, que balançou as redes seis vezes, Lukaku é tido como um dos principais jogadores da posição, mas Miranda se preocupa igualmente com outros nomes da Bélgica, que conta também com Kevin De Bruyne, Eden Hazard e Dries Mertens.

"A Bélgica não é só o Lukaku. Seguramente é um grande atacante, mas a principal maneira de parar o adversário é estar atento a todas as jogadas e a todos os jogadores, porque tem vários jogadores de qualidade e decisivos, habilidosos, mais verticais. Nosso sistema defensivo vai entrar muito bem preparado para neutralizar todas as armas adversárias", afirmou Miranda.

Esse será o primeiro jogo da Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo contra um adversário com um nível técnico considerado mais alto. Contando com diversos jogadores nos principais clubes do planeta, a Bélgica ainda assim não é tida como favorita para o confronto das quartas de final, fato que não ilude Miranda.

"Primeiramente, nós da Seleção Brasileira estamos acostumados e temos a responsabilidade de jogar em alto nível. A gente sabe da dificuldade do jogo, porque a Bélgica nos exige ainda mais concentração e capacidade técnica, é um adversário muito forte. Vamos entrar atentos, sabendo que para vencer o jogo teremos que fazer o melhor, porque vamos enfrentar um grande adversário", prosseguiu.

Brasil venceu único duelo em Copas

A história registra poucos duelos entre a Seleção Brasileira e Bélgica, que se enfrentam hoje, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2018. Foram quatro embates, sendo que apenas o último, em 2002, ocorreu em um Mundial. São três vitórias brasileiras. O Brasil ganhou por 2 a 0 pelas oitavas de final, com gols de Rivaldo e Ronaldo. No primeiro duelo entre a seleções, em amistoso realizado em 1963, o Brasil sofreu uma grande derrota: 5 a 1. Dois anos depois, a Seleção Canarinho descontou com "juros" e bateu os belgas em novo amistoso por 5 a 0. Em 1988, nova vitória do Brasil em amistoso por 2 a 1. 

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