Tribuna do Leitor

Nó em pingo d'água...

Benedito José Almeida Falcão
| Tempo de leitura: 1 min

Há coisas que realmente espantam o cidadão. Hoje vou narrar uma acontecida comigo, mas que, certamente, já foi vivenciada por outros munícipes. Possuo um barracão que foi utilizado durante anos mas que há algum tempo está desativado.

Por conseguinte lógico, o consumo de água passou a zero. Apesar do responsável pela leitura encontrar o imóvel sempre fechado, o DAE achou estranho eu não ter consumo. Assim, diante dessa conclusão absurda (já que o imóvel encontra-se fechado), o DAE me mandou uma comunicação para trocar o hidrômetro, insinuando que o mesmo estava adulterado.

Contratei um profissional para aferir se meu hidrômetro tinha algum problema. Após examinar detidamente o mesmo, a constatação foi clara: o hidrômetro estava em perfeito funcionamento. Diante disso, procuramos o DAE para contestar a ordem de troca do hidrômetro. Para nossa surpresa, tínhamos duas opções: ou trocar o hidrômetro ou pagar para que um perito do DAE fosse lá verificar. Ou seja: eu teria de provar que estava correto e para isso eu teria que pagar.

E, por incrível que pareça, tanto uma quanto a outra solução oferecida ficavam no mesmo valor, em torno de R$ 60,00. Para não ter mais dor de cabeça, mandei trocar o hidrômetro. Pensa que o problema acabou por aí? Não!

O instalador do DAE veio. Perguntei pelo lacre do medidor e fui informado que o DAE não tem lacre para pôr, pois não foram comprados. Agora, eu pergunto: daqui há algum tempo, será que outro "artista" do DAE, de dentro de um dos gabinetes, vai dizer que meu hidrômetro está adulterado por não ter lacre?

Para mim, que trabalho na Justiça, essa atitude do DAE tem outro nome e desmerece toda a credibilidade que um órgão público carece.

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