Polícia

Adolescente de 14 anos é assassinada com seis tiros

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis
Crime foi registrado na quadra 3 da rua Treze, no Ferradura Mirim

Uma adolescente de 14 anos foi morta com seis tiros, no bairro Ferradura Mirim, em Bauru, na madrugada de ontem. O fato teria ocorrido após a vítima, acompanhada de amigas, sair de um baile funk ocorrido na região. Emilly Vitória Germano Belao era estudante e morava no Parque Jaraguá. O assassinato ocorreu na quadra 3 da rua Treze. Ninguém foi preso até o fechamento desta edição.

O caso, que choca pela violência e pela idade da vítima, foi registrado como homicídio qualificado pelo delegado plantonista Marcelo Bertoli Gimenes e as investigações são conduzidas com apoio de uma equipe da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que esteve no local do crime.

Entre as teses, a Polícia Civil não descarta que o assassinato tenha sido cometido por motivos passionais, vingança ou que até mesmo que guarde relações com o tráfico de drogas.

TIROS

O crime teria ocorrido por volta das 5h45, horário em que, de acordo com o boletim de ocorrência (BO), o Serviço Móvel de Urgência (Samu) teria sido acionado para atender uma pessoa atingida por disparos de arma de fogo em via pública.

A garota foi encontrada caída na quadra 3 da rua Treze. Levada ao Pronto-Socorro Central (PSC) com sinais vitais, ela morreu pouco tempo após ter dado entrada na unidade médica.

A Polícia Militar foi acionada e esteve na rua do crime, mas os PMs acabaram se dirigindo ao PSC, na sequência, ao saberem que a vítima já havia sido atendida.

Há informações de que a garota vinha sendo ameaçada de morte.

INVESTIGAÇÕES

Seis disparos acertaram o corpo da vítima, dois na perna esquerda, dois no abdômen, um na nuca e outro de raspão em uma das mãos. Três deles, das pernas e da nuca, transfixaram. "Os tiros fatais acertaram o abdômen, sendo que um deles atingiu o fígado e outro pegou no pescoço da vítima", detalha o delegado Marcelo Bertoli Gimenes.

Alguns dos disparos foram efetuados de frente para a garota, o que pode indicar que ela conhecia seu assassino.

O delegado assistente da DIG Marcelo Alves Firmino esteve no local do crime e recolheu dois fragmentos de projéteis na rua. Duas testemunhas também foram arroladas ao inquérito e serão ouvidas, além da família da garota.

"Ainda buscamos mais informações para chegar a um suspeito, mas já estudamos algumas hipóteses", limita Firmino. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru e passou por exame necroscópico, sendo liberado por volta das 14h30.

A reportagem tentou contato com a família de Emilly, mas, abalado e com medo, o pai da garota não quis falar sobre o assunto.

Semana violenta

O assassinato de Emilly Vitória ocorre cerca de uma semana após um jovem de 25 anos ser executado a tiros na região do Parque Real, em Bauru. Jonas Pereira de Oliveira conversava com uma pessoa em frente a uma residência na quadra 2 da rua Tamoio, quando foi atingido por vários disparos vindos de um homem gordo, sem camisa e com o rosto coberto. O caso foi registrado como homicídio simples e segue em investigação.

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