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| Letícia Kirchner, Wanglei Tau, José Orlando Garla, Eduardo Borgo, Paulo Bragiato e Humberto Schmidit, presidente da CDHU |
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) confirmou junto à Prefeitura de Bauru interesse em realizar projeto piloto de habitação de cunho social. A CDHU não realiza há anos empreendimentos em cidades de porte médio. Em Bauru, não há uma só casa construída pela companhia há muito tempo. A proposta da CDHU é um programa subsidiado que garanta acesso à população de baixa renda a construções do Minha Casa Minha Vida (MCMV) da faixa de 1,5 salário mínimo.
Na última sexta-feira (27), os secretários municipais de Planejamento, Letícia Kirchner e das Administrações Regionais, Eduardo Borgo estiveram reunidos com o presidente do CDHU, Humberto Schmidit, e equipe para discutir o projeto piloto de habitação de interesse social. Também participaram da reunião o gerente regional da Caixa Econômica Federal, Wanglei Rodriguez Tau, e o gerente de governo do banco federal, José Orlando Garla, além da coordenadora de convênio da prefeitura, Silvia de Deus.
Conforme Letícia Kirchner informou foi agendada nova reunião no início de agosto para avançar na proposta. "Fizemos essa segunda reunião com o presidente da CDHU e equipe com o objetivo de construir um novo modelo de atuação do Estado pela Companhia nos municípios para a implantação de habitação de interesse social", informa a secretária de Planejamento.
A prefeitura precisa doar área para a construção de casas na parceria. O projeto piloto será apresentado em glebas pequenas em diferentes regiões da cidade, conforme Letícia. A primeira área é uma gleba na região do Cemitério Cristo Rei, atrás do Parque União. "O projeto é para, no máximo, 100 unidades cada etapa. Hoje você tem para a faixa acima de 1,5 salário mínimo uma prestação de R$ 500,00 que não é alcançada pela faixa anterior por incapacidade de pagamento. A CDHU quer subsidiar em duas etapas, uma em obras, como terraplanagem, que reduz custo do programa no todo. E outra na ponta, com subsídio no valor de parcelas, por exemplo, o que reduz o valor da parcela para se ajustar a capacidade de pagamento".
O presidente da CDHU, Humberto Schimidit, quer que a companhia volte a ter contratos com cidades de porte médio. "Estivemos em Bauru buscando estruturar um novo modelo para a CDHU participar e promover a produção de unidades habitacionais para famílias de baixa renda, de uma maneira que há muitos anos a CDHU não promovia. Nos últimos anos, a política habitacional do Estado foi para cidades com menos 50 mil habitantes e existia essa lacuna dos municípios maiores", esclarece o Presidente do CDHU. Na próxima reunião, no mês de agosto, a CDHU apresentará minuta do termo de convênio.
