Regional

Chuva forte restabelece vazão do RIo Lençóis


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Lençóis Paulista - Não durou muito a baixa vazão do Rio Lençóis assolada pela forte estiagem de mais de 40 dias que registrou no final de julho redução no volume de água da bacia hidrográfica em 14%. Com a chuva que atingiu Lençóis nesta sexta-feira (3), a vazão no final da Bacia Hidrográfica atingiu um pico de 100.000 m3/h, um acumulado de 600 mm. O índice suficiente para que o manancial voltou a índice de cheia.

Isso significa que o sistema de recarga foi recomposto, mas em épocas de grande pluviosidade chega drenar 200.000 metros cúbicos por hora. A chuva de ontem aumentou de 20% no coeficiente de drenagem. Os dados são do sistema de monitoramento da bacia do rio Lençóis implantado e acompanhado desde o final de 2016 pelo Comitê Gestor da Bacia Hidrográfica do Rio Lençóis (CGBH-RL).

Em janeiro de 2016, houve uma inundação, considerada a pior da história de Lençóis Paulista, que provocou rompimento de represas na região e fizeram com que o Ribeirão da Prata e Rio Lençóis transbordassem. Cerca de 250 imóveis ficaram embaixo d’água. Além de 100 desabrigados, a cidade contabilizou 800 desalojados. O município decretou estado de calamidade pública homologado pelo Estado. Uma das medidas para evitar novas enchentes foi a criação do CGBH-RL, que implantou sistema de monitoramento para acompanhar diariamente a vazão ambiental da bacia do rio Lençóis.

No final de julho, ao contrário de outras ocasiões, o volume de água na bacia oscilou na casa dos 14%, considerado muito baixo para a vazão nominal do rio Lençóis, que é de 40.000 metros cúbicos por hora, e em épocas de grande pluviosidade chega a drenar 200.000 metros cúbicos por hora, em alta carga de drenagem. No dia 21 de julho de 2018, foi registrado a menor vazão dos últimos 30 anos na bacia do rio Lençóis, chegando a 11% do volume nominal. Ontem a vazão já tinha atingido um pico de 100.000 m3/h, mas a situação estava sob controle. 

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