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| Hoje, Francisco Antônio Jerônimo Guerreiro comemora o Dia dos Pais ao lado dos filhos Itizi Yamamoto Neto e Nayara Gonçalves Guerreiro e os netos Cauê e Miguel Guerreiro Carvalho |
"Tenho muitas boas lembranças da minha infância ao lado do meu pai, que nos trouxe - eu e meus irmãos -, ainda pequenos, para Bauru e nos ensinou a amar a cidade". A frase é de Francisco Antônio Jerônimo Guerreiro, 58 anos, que se mudou de Cafelândia para Bauru em 1974. Assim como ele, muitos pais e filhos guardam agradáveis lembranças ou vivem bons momentos de interação entre eles tendo as paisagens de Bauru como palco.
Seja nos passeios, nas memórias afetivas, nas mesmas paixões ou dividindo a mesma profissão, os pais participam, ao lado de seus filhos, de momentos que marcam e criam vínculos entre eles e a cidade. Nas próximas páginas, o JC nos Bairros conta um pouco sobre essa interação e como ela pode ser benéfica para a vida dos filhos.
Eles dividem as mesmas paixões
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| Gustavo e Pedro: paixão por basquete |
Antes mesmo de ter a primeira roupinha, os pais mais fanáticos já pensam nos uniformes dos times que os filhos vão vestir. O amor pelo time do coração é ensinado de pai para filho e, com os times bauruenses no basquete, vôlei e futebol, isso não é diferente.
Apaixonado por basquete, Gustavo Garlet, 41 anos, conhece o esporte desde os tempos de colégio e cresceu jogando profissionalmente. "Faz 12 anos que moro em Bauru e quando conheci o Bauru Basket, todo o sentimento pelo basquete voltou. Sou muito torcedor e acompanho todos os jogos que posso", comenta.
Nesse passeio, Gustavo não vai sozinho. Outro torcedor já se apaixonou pelo esporte e acompanha o pai em quase todas as partidas. "Levo meu filho Pedro desde pequenininho e ele foi acostumando. Hoje, um dos programas preferidos dele comigo é ir aos jogos do Bauru Basket", diz.
Além de assistir, os dois também aproveitam o tempo livre para jogar na quadra do prédio. "Frequentemente, no final do dia, eu jogo com ele. O Pedro está fazendo escolinha de basquete e eu aproveito para passar esse tempo com ele", destaca.
SANGUE RUBRO
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| Alexandre Saqueto com o filho Matheus Saqueto em jogo do Norusca |
Saindo das quadras, também no campo de futebol o amor é passado de geração em geração. Alexandre Saqueto, 41 anos, afirma que é torcedor do Noroeste "desde que se entende por gente". "Eu era pequeno e ficava encantado com o estádio. Sempre que meu pai podia me levar eu ia com ele, mas meu amor pelo Noroeste veio sozinho. Eu ia aos jogos com os vizinhos quando meu pai não podia me levar", afirma.
Alexandre foi crescendo, jogou nas categorias de base e não se profissionalizou no esporte, mas o coração continuou seguindo o Noroeste. "Sou de família italiana, então a maioria é palmeirense. Mesmo assim, quando tivemos confrontos, sempre escolhi torcer pelo Noroeste, porque é minha paixão, além de ser o time da minha cidade", destaca.
Hoje, os filhos de Alexandre, Matheus Saqueto, 20 anos, e Julianne Tobias Saqueto, 15 anos, são tão apaixonados pelo time quanto o pai e vão aos jogos até mais frequentemente. "Eles cresceram me vendo torcer muito. Aprenderam e criaram o mesmo amor que eu. Eles me acompanham em todos os jogos e, quando eu não vou, por motivo de trabalho, eles me mandam fotos e contam exatamente como foi o jogo", completa.
Não só pelo sangue, também pelo ofício
| Samantha Ciuffa |
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| Reginaldo de Almeida Barros e o filho Plínio de Almeida Barros Neto trabalham na mesma clínica |
Desde pequenos envolvidos no universo profissional dos pais, a escolha não pareceu tão complicada no momento de decidir qual carreira seguir. Este foi o caso do médico cardiologista Plínio de Almeida Barros Neto, de 41 anos, que, para atender a população, mirou em direção à carreira do pai, o também cardiologista Reginaldo de Almeida Barros.
“Cresci dentro do Hospital de Base, praticamente. Sem dúvida nenhuma, ver meu pai trabalhar e ver que ele salvava vidas, teve muita influência na minha escolha pela medicina. Vejo que minha filha mais nova, que tem 8 anos, também já brinca com alguns equipamentos médicos”, afirma Plínio.
O médico, que trabalha na mesma clínica do pai, ainda afirma que a escolha pela mesma área do pai também não foi por acaso. “Desde que entrei na faculdade de Medicina eu já queria ser cardiologista, por influência dele. Quando comecei a trilhar meu caminho nessa área, sempre tive meu pai como um escopo. Meus pai sempre foi um grande médico, com publicações em revistas nacionais e internacionais, sempre o tive como um foco, aquilo que eu queria ser”, diz. “É uma relação constante, desde pequeno até hoje e até o final da minha vida, ele será um exemplo”, completa.
Para Reginaldo, trabalhar ao lado do filho é motivo de muita satisfação e alegria. “Não tem definição. É a melhor coisa do mundo. Nossa profissão envolve muita emoção e é muito bom poder compartilhar essas experiências com ele, até porque, agora estamos na mesma cidade e o trabalho nos proporciona essa convivência maior. É tudo que um pai pode querer”, finaliza.
JUNTOS TODO DIA
| Samantha Ciuffa |
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| Josué Facchim com os filhos Jonathan, Ana Paula e Eduardo Henrique Facchim e os clientes Marco Aurélio Pavanelli, Vitor Hugo de Souza e Bruno de Freitas |
O mesmo garante Josué Claudio Facchim, de 61 anos, que trabalha não ao lado de um filho, mas de três. “É muito gostosa essa nossa convivência. Com exceção de um, eles ainda moram em casa e depois nos vemos no trabalho. Eu me sinto mais seguro sabendo que estão aí, e quando saio, fico tranquilo de deixar o negócio com eles. Fico muito feliz por terem escolhido a minha carreira para seguir”, afirma.
Josué e os filhos Jonathan, Eduardo Henrique e Ana Paula Facchim, atendem juntos em uma barbearia no Jardim América. “Cresci vendo meu pai sendo barbeiro e desde cedo me interessei. Agora já faz 18 anos que trabalho com ele e não penso em deixar. É muito bom ter meu pai como espelho e exemplo”, comenta Jonathan Facchim, o filho mais velho.
Eduardo Henrique garante que, mesmo em família, o clima é de paz. “Nós moramos juntos e passamos o dia juntos, mas sempre com muito respeito e profissionalismo”, destaca. Ana Paula, auxilia na parte administrativa e também realiza cortes. “É muito bom trabalhar entre irmão”, finaliza.
Parceria nos palcos
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| Adriano Vannini no baixo, Caio Vannini na bateria e Frederico Vannini na guitarra em show no Domicil, em Dortmund, na Alemanha |
A profissão foi variada, mas o gosto pela música foi comum. Caio Vannini, de 55 anos, sempre se interessou por música e os filhos Adriano e Frederico cresceram compartilhando a mesma paixão. “Nós tínhamos instrumentos musicais em casa e eles começaram a se interessar por música, querendo tocar. Foi algo que aconteceu. Frederico começou a tocar violão e guitarra e o Adriano, baixo e eu voltei a tocar bateria, tinha parado aos 27 anos”, diz.
Foi assim que pai e filhos formaram o trio Soul Station que rodou por bares de Bauru e região de 2009 a 2015. “Foi uma época muito gostosa. Quando, nessa idade de 17, 18 anos, os filhos geralmente se distanciam dos pais, os meus estavam comigo em todos os finais de semana”, relembra.
Hoje, Frederico mora na Espanha e Adriano na Alemanha, os shows já são mais raros, mas não deixam de acontecer. “Vamos visita-los uma vez por ano e fazemos um show em cada cidade. Ano passado, fizemos um show no Domicil, em Dortmund, uma das casas mais tradicionais de jazz’n’blues da Alemanha”, finaliza Vannini.





