Tribuna do Leitor

Aborto - você é a favor?

Roque Roberto Pires de Carvalho
| Tempo de leitura: 3 min

Se a sua resposta for sim, você estará fazendo parte de uma maioria que, no entendimento de reconhecido médico brasileiro, em reportagem publicada na revista Veja de 20 de junho/18, trata da "Lei que mata mulheres". Na sua experiência profissional ele destaca momentos de grande aflição daquelas que por eventual descuido ou por enfrentar abusos procuram clínicas clandestinas ou autorizadas, na esperança de livrar-se de uma gestação indesejada.

O autor do texto qualifica-se em respeitáveis títulos acadêmicos.

Narrando, viaja pela Argentina, pela Irlanda, mundo internacional como a ONU e OMS e seus projetos, não se esquece de uma incursão pela obra de Guimarães Rosa e seus personagens, registra índices estatísticos dos estragos feitos por abortos e " alertando que a insegurança mata anualmente 530.000 mulheres no mundo, quase todas em países pobres" e aqui fica o Brasil como subentendido.

Pois bem, nas duas página cedidas pela revista (76/77), o ilustre autor não menciona, sequer, a legislação brasileira pertinente ao tema limitando-se em dizer que '...não lhe parece razoável impor a toda a sociedade a posição dogmática de grupos religiosos contra o aborto, e por se tratar de atitude coercitiva apóia-se em conceitos filosóficos ou morais abstratos e alimenta certa hipocrisia..."

Este subscritor não vai cuidar aqui da legislação constitucional, civil e penal brasileira que é de sobejo conhecida, em especial por luminar da ciência médica e também não vai comentar os inúmeros projetos em tramitação pelo Congresso Nacional.

O cerne da publicação ora comentada questiona "a posição dogmática, conceitos filosóficos ou morais abstratos".

Cabe aqui uma insuspeita reflexão. Não se há falar em dogma, ponto indiscutível de uma doutrina religiosa, passível de correção como temos visto em função de tratar-se de leis humanas. No tocante aos conceitos filosóficos ou morais abstratos, ao contrário, merece mais aclarada reflexão.

Como sabido, o maior sentimento da mulher na Terra é ser o alicerce da família e a conquista do Infinito Amor e não o da extinção da raça humana. Ocorre que a mulher não só as brasileiras, mas em todo mundo, estão sendo contaminadas pelas idéias materialistas que induzem a prática do aborto inclusive levantando bandeiras, sob sorrisos, tudo por sua legalização e a prática do amor livre e descompromissado. A expressão "dias difíceis estes" é uma criação própria da criatura humana.

Não há necessidade de ir muito longe. Diariamente os meios de comunicação registram a derrocada dos valores de família, a evasão das escolas, corrupção moral em todas as classes da sociedade e a indigesta luta de políticos para implantar uma lei que apóia e aprova o assassinato de crianças ainda no ventre materno.

Sob o aspecto filosófico e moral, muito não precisa ser detalhado, basta nos lembrarmos do que está escrito na Lei soberana do Universo e repetidas em muitas leis humanas "Não Matarás". Para os algozes da humanidade que sacrificam inocentes pela prática do aborto, mãos assassinas e inconseqüentes depois de um ato desses, restará apenas e tão só a Justiça Divina.

A lei humana está repleta de lacunas...

Finalizando, agradecemos ao autor da reportagem a oportunidade não para polemizar tema tão debatido nos últimos tempos, mas para sugerir que as mulheres adeptas do aborto despertem para a realidade da verdadeira vida, a eterna, pois as experiências na Terra deverão ser de lutas para vencer os vícios, reformar o caráter, sublimar os sentimentos e educar os pensamentos para o bem.

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