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'Explosão fake' deixa 25 vítimas

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Douglas Reis
Com maquiagem para simular ferimentos graves, estudante de Medicina da USP Rangel Naves Clemente representou vítima fatal

As vítimas foram classificadas em lonas com as cores verde, amarela, vermelha e cinza, dependendo da gravidade; enquanto equipes faziam o atendimento, alunos de Medicina da FOB/USP acompanhavam

Os "ferimentos fakes" das vítimas variaram entre fraturas expostas e queimaduras

Explosão, fumaça, alarme e 25 pessoas feridas clamando por socorro. Parecia ser real, porém, na verdade, era uma simulação de acidente com múltiplas vítimas, que se deu nessa quarta-feira (14), no ginásio do Sesi Horto, e fechou a programação da 1.ª Jornada Acadêmica do Curso de Medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP).

Para tornar todo este exercício o mais próximo possível da realidade, as vítimas, que são estudantes da USP de diversas outras instituições, passaram pelas mãos de maquiadores profissionais.

Ao todo, 25 vítimas, 25 avaliadores, 20 bombeiros e 13 funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participaram desta iniciativa.

Com falsas queimaduras de terceiro grau, fratura exposta na tíbia e eviscerado, o estudante de Medicina da USP Rangel Naves Clemente, de 27 anos, avalia a atividade de forma positiva.

O aluno, inclusive, foi escolhido para ser uma das vítimas fatais do simulado. "Fazendo o treinamento, nós conseguimos encarar casos deste tipo, na vida real, com maior facilidade e objetividade", exalta.

Já a estudante de Enfermagem da USC Roberta Aparecida Rodrigues Moisés, de 21, representava uma vítima menos grave que Rangel, com 30% do corpo queimado e a tíbia fraturada. "Simular o socorro é muito melhor do que aprendermos dentro da sala de aula, afinal, fica mais fácil de entender como devemos agir", complementa.

SIMULAÇÃO

Capitão Kato, 1.º tenente Burin, 1.º tenente Freitas, Alessandra Mazzo, tenente-coronel Minozzi, Gerson Alves Pereira Júnior e Rafael Arruda Alves participaram da cerimônia de abertura da ação

Vice-presidente da Comissão de Implantação do Curso de Medicina da FOB/USP, o professor Gerson Alves Pereira Júnior detalha que a fumaça era composta por glicerina líquida.

Logo que ela começou a tomar conta do ginásio, os brigadistas do próprio Sesi acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegaram em seis minutos, e também o Samu.

Em meio à fumaça, bombeiros resgataram as vítimas de dentro do ginásio

Em seguida, as vítimas foram levadas para fora, uma a uma, cada qual acompanhada por um aluno de Medicina da USP, que avaliava o passo a passo. "Além dos nossos estudantes, que participaram da ação, os alunos de todos os cursos da área da Saúde da Unip, Anhanguera, FIB, USC e Uninove foram convidados. Eles ficaram na plateia e conseguiram ver, na prática, toda esta conjuntura de corporações que precisam interagir".

Anualmente, o curso de Medicina da USP deverá realizar a Jornada Acadêmica, que culminará neste simulado. A expectativa é de que, já no próximo ano, as vítimas sejam, inclusive, levadas aos hospitais e UPAs.

INTEGRAÇÃO

O 1.º tenente José Mário de Freitas Júnior, do Corpo de Bombeiros de Bauru, reforça que este tipo de iniciativa é importante para que todas as instituições que atuam na emergência estejam entrosadas.

Da parte da corporação, o trabalho se baseou em duas vertentes: combate ao incêndio e resgate das vítimas. "Nós trabalhamos sempre com duas equipes, uma responsável pelo salvamento e outra, pela extinção do fogo".

Já o diretor do Departamento de Urgência da Secretaria Municipal de Saúde, Rafael Arruda Alves, pontua que, além de trazer vivência prática às equipes, a iniciativa também ajuda a afinar a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros.

No caso do Samu, o trabalho girou em torno do atendimento médico das vítimas. "Nós já fazemos atividades simuladas periódicas, em integração com os bombeiros, fato que reduz a ocorrência de falhas", constata.

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