| Fotos: Douglas Reis |
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| Com maquiagem para simular ferimentos graves, estudante de Medicina da USP Rangel Naves Clemente representou vítima fatal |
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| As vítimas foram classificadas em lonas com as cores verde, amarela, vermelha e cinza, dependendo da gravidade; enquanto equipes faziam o atendimento, alunos de Medicina da FOB/USP acompanhavam |
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| Os "ferimentos fakes" das vítimas variaram entre fraturas expostas e queimaduras |
Explosão, fumaça, alarme e 25 pessoas feridas clamando por socorro. Parecia ser real, porém, na verdade, era uma simulação de acidente com múltiplas vítimas, que se deu nessa quarta-feira (14), no ginásio do Sesi Horto, e fechou a programação da 1.ª Jornada Acadêmica do Curso de Medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB/USP).
Para tornar todo este exercício o mais próximo possível da realidade, as vítimas, que são estudantes da USP de diversas outras instituições, passaram pelas mãos de maquiadores profissionais.
Ao todo, 25 vítimas, 25 avaliadores, 20 bombeiros e 13 funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participaram desta iniciativa.
Com falsas queimaduras de terceiro grau, fratura exposta na tíbia e eviscerado, o estudante de Medicina da USP Rangel Naves Clemente, de 27 anos, avalia a atividade de forma positiva.
O aluno, inclusive, foi escolhido para ser uma das vítimas fatais do simulado. "Fazendo o treinamento, nós conseguimos encarar casos deste tipo, na vida real, com maior facilidade e objetividade", exalta.
Já a estudante de Enfermagem da USC Roberta Aparecida Rodrigues Moisés, de 21, representava uma vítima menos grave que Rangel, com 30% do corpo queimado e a tíbia fraturada. "Simular o socorro é muito melhor do que aprendermos dentro da sala de aula, afinal, fica mais fácil de entender como devemos agir", complementa.
SIMULAÇÃO
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| Capitão Kato, 1.º tenente Burin, 1.º tenente Freitas, Alessandra Mazzo, tenente-coronel Minozzi, Gerson Alves Pereira Júnior e Rafael Arruda Alves participaram da cerimônia de abertura da ação |
Vice-presidente da Comissão de Implantação do Curso de Medicina da FOB/USP, o professor Gerson Alves Pereira Júnior detalha que a fumaça era composta por glicerina líquida.
Logo que ela começou a tomar conta do ginásio, os brigadistas do próprio Sesi acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegaram em seis minutos, e também o Samu.
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| Em meio à fumaça, bombeiros resgataram as vítimas de dentro do ginásio |
Em seguida, as vítimas foram levadas para fora, uma a uma, cada qual acompanhada por um aluno de Medicina da USP, que avaliava o passo a passo. "Além dos nossos estudantes, que participaram da ação, os alunos de todos os cursos da área da Saúde da Unip, Anhanguera, FIB, USC e Uninove foram convidados. Eles ficaram na plateia e conseguiram ver, na prática, toda esta conjuntura de corporações que precisam interagir".
Anualmente, o curso de Medicina da USP deverá realizar a Jornada Acadêmica, que culminará neste simulado. A expectativa é de que, já no próximo ano, as vítimas sejam, inclusive, levadas aos hospitais e UPAs.
INTEGRAÇÃO
O 1.º tenente José Mário de Freitas Júnior, do Corpo de Bombeiros de Bauru, reforça que este tipo de iniciativa é importante para que todas as instituições que atuam na emergência estejam entrosadas.
Da parte da corporação, o trabalho se baseou em duas vertentes: combate ao incêndio e resgate das vítimas. "Nós trabalhamos sempre com duas equipes, uma responsável pelo salvamento e outra, pela extinção do fogo".
Já o diretor do Departamento de Urgência da Secretaria Municipal de Saúde, Rafael Arruda Alves, pontua que, além de trazer vivência prática às equipes, a iniciativa também ajuda a afinar a integração entre Samu e Corpo de Bombeiros.
No caso do Samu, o trabalho girou em torno do atendimento médico das vítimas. "Nós já fazemos atividades simuladas periódicas, em integração com os bombeiros, fato que reduz a ocorrência de falhas", constata.




