Tribuna do Leitor

Feriado da consciência negra

Márcio M. Carvalho
| Tempo de leitura: 2 min

Antes de iniciar, quero expressar meu credo na igualdade de todos os homens, em seus direitos e capacitações e o meu reconhecimento de que os brasileiros de pele negra e parda, foram e infelizmente ainda hoje são tratados com desigualdade nesta nação. Mesmo que somados sejam uma maioria. Também quero expressar minha discordância com as medidas paliativas e inadequadas, decididas de forma demagógica por políticos, tão falsos como manipuladores. Estas medidas inócuas, como o feriado na data da morte do polêmico Zumbi dos Palmares, considerado por grande parte dos historiadores como senhor de escravos e descompromissado com a causa da liberdade da escravatura, bem como responsável pelo assassinato de Gamba Zumba, este sim herói de Palmares.

Além disto, de nada adianta mais um feriado que apenas atrapalha mais ainda a economia do país. Além disto, para fazermos justiça, teríamos que começar primeiro uma política de compensação com os indígenas, originais habitantes desta terra, que são hoje uma pequena minoria porque foram escravizados e dizimados pelos colonizadores e nunca compensados.

No entanto, por serem poucos, não interessam aos nossos políticos e daí o dia do índio não é feriado e eles não têm direito a cotas raciais nas universidades, tem sua história contada, sempre sob o ponto de vista do branco dominador. Ainda deveríamos nos lembrar da perseguição a judeus, árabes, ciganos, japoneses na 2ª grande guerra, todos minorias sem voz.

As políticas "compensatórias" imaginadas por nossa esquerda lulo-petista que incluem o feriado absolutamente sem sentido e cotas raciais tão incoerentes que atendem um irmão mais moreno e não atendem outro, de mesmo pai e mãe que recebeu genes menos pigmentados. Estas políticas são paliativas e representam uma discriminação às avessas, expõem a desigualdade e incentivam o ódio racial, não observando o princípio constitucional de que todos são iguais perante a lei.

Melhor seria a implantação de políticas afirmativas na educação e incentivo que permitisse a valorização de índios, negros e pardos pelo mérito e capacidade. Deixando para traz, apenas na história para que não se repitas, a escravidão que deve ser sim lembrada, como a página mais vergonhosa da história desta nação.

Vimos nos USA a eleição de um presidente negro eleito pelos seus méritos e líderes como Martin Luther King que sem dúvida pode ser a maior ícone da história do século XX. Esta saída pela igualdade, pela educação é o exemplo a ser seguido e não cotas dadas como favor pela demagogia política.

 

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