Regional

Índios de Avaí recebem casas personalizadas da CDHU

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí - Nesta sexta-feira (7), índios das aldeias Tereguá e Nimuendaju, em Avaí (39 quilômetros de Bauru), receberam as chaves de 15 casas construídas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) como parte do Programa de Moradia Indígena (PMI). Os imóveis foram adaptados para atender os hábitos e costumes da comunidade indígena.

"Essas duas aldeias em Avaí têm a agricultura como atividade de subsistência - na sua origem eram boias-frias. Por conta disso, foi adotado um conceito de moradias rurais. Há um maior espaço das varandas e as casas são agrupadas de acordo com critérios de afinidade entre os índios. Não há portões de entrada nas casas e nem campainhas", diz a CDHU.

"Não há um traçado de ruas asfaltadas que configuraria um modelo geométrico e usual; há um formato orgânico respeitando as características do terreno. Para exigir menor manutenção, todas as paredes foram revestidas com cerâmica, material de alta durabilidade". Na Tereguá, foram construídas 10 moradias. As outras cinco ficaram para a Nimuendaju.

O convênio entre Prefeitura de Avaí, CDHU e Funai (Fundação Nacional do Índio) para a construção de 53 unidades habitacionais na cidade foi assinado em 2010. As aldeias Kopenoti e Ekeruá receberam as primeiras 38 casas e, Tereguá e Nimuendajú, as últimas 15. As áreas pertencem à União e a demarcação urbanística da terra é feita pela Funai.

As obras foram licitadas pela CDHU, com investimento de R$ 1,5 milhão. Os imóveis, de 59,97m², são subsidiados pela Companhia e as famílias não pagam prestações de financiamento. Todos possuem sala, cozinha, três quartos, banheiro, varanda e cobertura de telha de barro, com aquecimento solar. A rede de energia é da CPFL e a de água, da Funai.

"A ajuda do governo dá mais dignidade e conforto para nosso povo", afirma o professor Jehei Piu, da tribo Tereguá. "O Estado de São Paulo tem uma preocupação com produção de moradias de interesse social para demandas específicas. Queremos manter diálogo aberto para futuros projetos com comunidades indígenas", afirma o presidente da CDHU, Humberto Schmidt.

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