| Samantha Ciuffa |
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| Atleta exibe medalha conquistada na Argentina |
Três minutos de coreografia e uma medalha de terceiro lugar em uma competição Pan-Americana de Pole Sport, modalidade do Pole Dance. Moradora de Bauru, Lúcia Helena Gaio se reinventou aos 57 anos após aderir à prática. Com apenas três treinos por semana e em pouco menos de dois anos no Pole Sport, ela subiu ao pódio na categoria Master 50 para representar o Brasil no evento Pole Championship, realizado na Argentina, no início deste mês.
Produtora rural de orgânicos, Lúcia, agora, foca nos treinos para buscar ainda melhores colocações. A próxima competição da bauruense ocorrerá em 15 e 16 de junho de 2019, em Santa Catarina, estado que receberá o Campeonato Brasileiro de Pole Sport.
"Eu participava de corridas na rua e comecei o pole por curiosidade, por querer experimentar algo novo e porque torci o pé e achei que o pole pudesse ser menos arriscado. Nunca imaginei que fosse um esporte tão completo, trabalha muito o corpo", comenta Lúcia. "Estar no pódio de um Pan-Americano foi surpreendente. Meus amigos têm me chamado de 'a campeã', 'a popstar', eu acho até demais", acrescenta.
| Samantha Ciuffa |
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| Lúcia Gaio pratica pole sport há pouco mais de dois anos e já se destacou em nível continental |
ESTIGMA
Apesar de ainda não ser considerada modalidade esportiva, a prática segue com competições no mundo todo, mas ainda há necessidade de superação de estigmas.
"O pole vem do mastro chinês, era algo praticado por homens. Sempre existiu em casas noturnas com o paradigma da sedução. Mas o pole é muito mais do que isso, ele trabalha a força, a flexibilidade, a disciplina, o empoderamento, formas de expressão. Além de proporcionar queima calórica alta e de modelar o corpo", explica a professora da modalidade Daniele Luz, treinadora de Lúcia.
Segundo ela, existem ao menos três federações no mundo que buscam propagar a imagem do Pole em esporte. O pole sport é uma vertente do pole dance, que também se divide em pole exotic, especializado em saltos altos, e o pole arte, que mistura a dança contemporânea com a prática. Há também o pole flex, voltado às atividades que trabalham a flexibilidade corpórea. "Já dei aula para uma aluna de 74 anos. Qualquer pessoa consegue praticar o pole, basta ter força de vontade", pontua Daniele.
As avaliações nas competições ocorrem por pontuação na execução dos exercícios e das coreografias. Os giros e as quedas também são considerados, além da força e flexibilidade. Um dos exercícios preferidos de Lúcia é o "Back Grip Plark Staddie", posição parecida com a de uma ave.
"Eu mesma sempre fui introspectiva e o pole sport me ajudou em muita coisa. Pena que não é um esporte valorizado. Eu não consegui nenhum incentivo, nem patrocínio ou ajuda de custo para representar o Brasil lá fora", finaliza Lúcia.

